Uma vez que a gangue conseguia as senhas, fundos eram roubados eletronicamente, e transferidos para outras contas de bancos, que estavam em nome de terceiros. O cavalo de tróia era enviado para milhares de pessoas, por e-mails utilizando assuntos apelativos. Quando as pessoas se cadastravam nos sites, o hacker ganhava acesso ao computador e conseguia visualizar as movimentações bancárias e senhas.
De acordo com Rodrigo Ormonde, diretor de tecnologia da Aker Security Solutions, hoje o Brasil é líder mundial em invasões, responsável por cerca de 75% dos ataques, e a cada 10 sites de hacker, sete são escritos em língua portuguesa. “Isto acontece pois o nosso país não tem uma legislação específica para o assunto. Os hackers do Pará foram presos por estelionato, não por invadirem uma página, ou por entrarem em uma empresa”, explica o executivo.
Ormonde acredita que a melhor forma de proteção contra este tipo de ataque é manter os sistemas e anti-vírus atualizados e não acreditar em comunicados que chegam por mensagem eletrônica. “Um banco, ou uma grande empresa não utilizam o e-mail para se comunicar com os seus clientes, para mandar promoções ou efetuar cadastros, e é nesse ponto que o internauta não pode se enganar”, conclui.
Com reportagem de Olívia Nercessian
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