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Pix cresce 141% no varejo em 2022, diz Itaú Unibanco

O Pix tem crescido em popularidade como método de pagamento no varejo. Segundo dados apurados pelo Itaú Unibanco, o volume de transações no varejo utilizando o Pix saltou 141% em 2022. Já o faturamento cresceu 70% na comparação com o ano anterior. O relatório destaca que alguns setores tiveram o consumo ampliado no período analisado, que teve ticket médio de R$ 321.

“Entre eles estão exposições e festas, com crescimento de 563% – estimulado pelas confraternizações de fim de ano — e livros e revistas, que avançou 544%, o que pode indicar uma retomada do consumo destes itens como presentes de Natal. Padarias e confeitarias também tiveram alta, de 227%”, comenta Moisés Nascimento, diretor de dados do Itaú Unibanco. “Uma hipótese para a alta da modalidade, além da maior inserção no comércio, são as condições diferenciadas que os lojistas oferecem para pagamento com Pix, especialmente em datas de muito consumo, que também colaboram para esse avanço”, acrescenta.

O setor de aluguel de automóveis também vem ganhando espaço no Pix, um reflexo natural do período de fim de ano e férias. Pagamentos em Pix para o aluguel de veículos avançaram 3.800% em relação ao mesmo período de 2021.

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A análise mostra ainda que o setor de alimentação lidera o uso do Pix no Varejo, correspondendo a 27% das transações realizadas pelos clientes Itaú no período analisado.

O avanço do Pix, no entanto, não indica o enfraquecimento do cartão de crédito. Examinando os gastos com cartões de crédito nas três primeiras semanas do mês, houve um incremento de 12% no valor transacionado e de 10% na quantidade de operações. As compras à vista foram a preferência dos consumidores e representaram 84% das transações no período, enquanto as parceladas, 16%. Nos gastos onde a escolha é por pagar tudo de uma vez, o ticket médio foi de R$ 98,00; já em mais vezes, de R$ 544,00.

O varejo físico também mostra sinais de recuperação. Os gastos no varejo físico ampliaram 12% na quantidade de vendas, enquanto o e-commerce evoluiu 5%. Quando se observa o valor transacionado nessas modalidades, o avanço foi semelhante — de 13% no online e 12% no presencial.

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