A agtech Pink Farms recebeu um aporte de R$ 2 milhões para a produção de hortaliças. A estrutura permite a produção em ambiente fechado, limpo, com iluminação 100% artificial e em estrutura vertical. A companhia utiliza tecnologia de ponta no processo e, dentre as vantagens, destaca um melhor aproveitamento pós colheita.
O investimento será utilizado, principalmente, para a construção da primeira fábrica em grande escala da Pink Farms. O aporte da SP Ventures e Capital Lab trará foco em atender parte da demanda da cidade de São Paulo. A iniciativa também prevê:
Francisco Jardim, sócio fundador da SP Ventures, destaca a busca do consumidor por produtos de qualidade de empresas preocupadas com o meio ambiente. “Por isso, analisamos as propostas da Pink Farms e resolvemos investir em seu desenvolvimento“, completa.
A Pink Farms nasceu em 2016 pela ideia dos engenheiros Geraldo Maia, Mateus e Rafael Delalibera. A ideia surgiu da necessidade deles de encontrar legumes e verduras de qualidade. Dentre as preocupações, Maia destaca surpresas com perdas pós colheita: “a cada 100kg de folhas comestíveis, apenas 60kg são consumidos”.
A produção na agtech acontece em vários níveis verticais. Não há, por exemplo, troca de ar com o ambiente externo. Eles garantem uma produtividade até 100 vezes maior do que as lavouras a céu aberto, controlando temperatura, umidade e qualidade do ar.
Outros pontos também ganham destaque: a redução no consumo de água em até 95% e diminuição de até 50% no uso de fertilizantes, além de não utilizarem agrotóxicos. A ideia, com isto, é oferecer produtos com mais qualidade reduzindo o impacto ambiental.
Maia cita o uso do conceito farm to table, “trazendo um produto muito mais fresco para o consumidor“. Isto elimina as perdas, já que “é possível que o produto seja consumido no dia em que foi colhido“.
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