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Na era da IA agêntica, papel do CEO se torna orquestrar intenções

Imagem: PlayP

No início deste ano, uma pesquisa do Gartner previu que até 2028, 15% das decisões diárias das empresas serão tomadas de forma autônoma. O número evidencia um cenário cada vez mais automatizado pela inteligência artificial (IA) agêntica, que desde 2025 tem se espalhado pelas organizações e instigado CEOs a questionarem seu papel frente ao futuro que se desenha.

O tema foi um dos abordados durante o IT Forum Na Mata CEO, em meio ao painel “O CEO na era dos agentes: quais decisões ainda são humanas?”. A conversa, mediada por André Cavalli, CEO do IT Forum, contou com a presença de Vinicius Pinheiro, cofundador e CEO Latam da e-Core e Alexandro Barsi, CEO da Verity.

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Para Pinheiro, o futuro pedirá por decisões mais embasadas em dados e menos em intuição. Na visão do executivo, a chegada da inteligência artificial acelerou e tornou mais visível os problemas das organizações, o que pede por uma liderança que atue de forma mais rápida e uma integração maior entre as áreas.

“Essa integração entre as áreas vai pedir por mais dados, para que o CEO possa ver a situação como um todo. E, nesse sentido, na minha visão, o papel dele se torna um arquiteto de intenções. Vamos definir que nível de risco queremos correr, quais estratégias são mais relevantes, e moldando o impacto social que queremos gerar. Questões mais de arquitetura e de intenção”, opinou.

Já para o CEO da Verity, a chegada do agentes diminuirá o número de definições que o C-level precisa tomar, já que a tendência é que o nível de senso crítico das equipes cresça e, portanto, seu nível de autonomia também. “Acredito que seja um caminho natural, tomar as decisões mais relevantes, mais impactantes, mas num volume decrescente. E isso acontece dentro da organização com várias ferramentas, não só IA. Quando se tem um time mais forte, você é mais questionado e, eventualmente, toma menos decisões”, defendeu Barsi.

Leia mais: SAP posiciona “empresa autônoma” no centro da estratégia e transforma Joule no coração da IA corporativa

O executivo reforçou, no entanto, que mesmo que algumas ações sejam automatizadas, as definições sempre serão humanas. Nesse sentido, o novo momento exige que os CEOs se preparam para fazer boas perguntas e exercitar ainda mais seu senso crítico.

Ao longo da conversa, os executivos também comentaram o impacto que as mudanças no papel do CEO provocam nos CIOs. Para o CEO do IT Forum, André Cavalli, nos próximos anos, as áreas cinzas de compra de tecnologia para as áreas de negócio irão aumentar, o que torna a necessidade de um orquestrador, ainda maior. “A figura do profissional de tecnologia está sendo questionada de novo, mas existe uma orquestração, principalmente por segurança, que precisa ser feita nessa era da IA”, afirmou.

A partir dessa penetração e a forte divulgação sobre a inteligência artificial, a pressão sobre os executivos de TI aumentou. O momento, no entanto, pode trazer oportunidades para crescer dentro das empresas. “O CIO tem a oportunidade de tomar a frente e mostrar que é quem vai levar a empresa pra outro patamar. E vejo que a maior agenda desses executivos agora é levar valor para dentro das organizações, selecionando e fazendo a curadoria das tecnologias”, disse Barsi.

Seja qual o nível do C-level, ao final do painel, os executivos concordaram que, apesar de desafiador, o momento é de oportunidades. “É natural que no meio de uma mudança, nós só tenhamos a visão do que vamos perder, mas assim como em outros momentos de disrupção, temos muito a ganhar. E eu sou otimista de que a tecnologia democratizou muitos recursos e agora com a IA, vai poder democratizar ainda mais”, finalizou Pinheiro. 

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Published by
Isabella Winckler
Tags: CEOIAinteligência artificialIT Forum Na Mata
1 mês ago

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