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Panorama bancário do Brasil começou a mudar com a chegada do Covid-19

Com a chegada do PIX cada vez mais próxima, empresas de pagamento estão sendo levadas rapidamente para a transformação, mesmo lidando com volumes de transações maiores, enfrentando maior concorrência e com fatores de risco amplificados pelo Covid-19. A análise vem do novo estudo “World Payments Report 2020” publicado pela Capgemini.

Antes do início da pandemia, os volumes de pagamento atingiram novos patamares, que devem continuar, mas em um ritmo que reflete tanto a crescente dependência de transações não monetárias quanto o efeito de uma economia global enfraquecida. O relatório prevê que uma taxa composta de crescimento anual (CAGR em inglês) de 12% é esperada para transações não monetárias globais para 2019 a 2023. As transações globais não monetárias aumentaram quase 14% de 2018-2019 para alcançar 708,5 bilhões de transações – a maior taxa de crescimento registrada na última década.

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“O COVID-19 acelerou a taxa de inovação no mercado de pagamentos para formar rapidamente o “próximo normal”, exigindo que as empresas de pagamentos sejam mestres digitais quase da noite para o dia. Agora, mais do que nunca, os provedores de pagamentos precisam entregar ofertas diferenciadas que enfatizem velocidade, conveniência e uma excelente experiência de ponta a ponta para o cliente. Atualmente, estamos vendo bancos e companhias de pagamentos visionários priorizando diligentemente a transformação da tecnologia e adotando ativamente uma abordagem de “curar e colaborar” ao se unir a novos jogadores ágeis para criar organizações mais dinâmicas”, afirma Anirban Bose, CEO de Serviços Financeiros e membro do Conselho Executivo do Grupo da Capgemini.

Dinheiro cada vez mais deixado de lado

Os clientes estão deixando de usar o dinheiro à medida que a afinidade por pagamentos digitais cresce. O relatório aponta que 30% dos consumidores estão usando uma BigTech (empresas como Google, Apple, Amazon etc) para serviços de pagamento e 50% já estão usando um banco “desafiador” para alguns pagamentos. Além disso, em abril de 2020, mais de 38% dos consumidores disseram ter descoberto um novo provedor de pagamento durante o lockdown. O Internet Banking e as transferências diretas de contas foram, e ainda são, o método de pagamento preferido durante a crise de saúde global, de acordo com 68% dos respondentes da pesquisa com consumidores. Os cartões sem contato vêm em segundo lugar, com 64% afirmando que os usam com frequência. Já as carteiras digitais (incluindo pagamentos baseados em QR) foram a escolha preferida de 48% dos entrevistados.

Enquanto os executivos dos bancos classificaram a inovação visível para o cliente (79%) e a transformação digital (75%) como os principais impulsionadores de suas iniciativas estratégicas para 2020 e além, a transformação de pagamentos parece inevitável. A colaboração como parte dessa transformação pode ajudar com a incerteza causada pela pandemia, à medida que os reguladores se concentram em abordar os riscos, especialmente com pagamentos que não sejam em dinheiro. Os bancos estão buscando ativamente duas maneiras diferentes de obter um back-end mais enxuto e ágil que possa acompanhar o ritmo de um front-end digital, seja desenvolvendo recursos internos ou trabalhando com novos participantes digitalmente ágeis. Além de desenvolver recursos internos, 60% dos executivos de bancos acreditam que trabalhar com terceiros em toda a cadeia de valor os ajudará a aumentar as propostas baseadas no ecossistema.

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Raphael Andrade
Tags: #fintechbancáriobancosCOVID-19pagamentosPandemia
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