A pane que atingiu a Telefônica e retirou sua rede de internet do ar por 36 horas reflete uma situação de perigo iminente, porque o fato não pode ser visto de forma isolada. As demais operadoras de banda larga vivem ambiente idêntico e podem, portanto, enfrentar a qualquer momento dificuldades da mesma gravidade e com prejuízos significativos à população.
Executivos do setor de telecomunicações que pediram para não ser identificados afirmaram à Gazeta Mercantil que somente um conjunto combinado de problemas poderia ter causado uma pane da gravidade da ocorrida, que deixou 2,2 milhões de clientes do Speedy sem conexão, entre os quais 3,5 mil empresas e alguns órgãos públicos, como a Secretaria da Segurança Pública e serviços como Poupatempo.
Três causas foram apontadas como as mais prováveis: ambiente regulatório marcado por uma Anatel sem recursos financeiros e técnicos suficientes para fiscalizar o funcionamento das operadoras com rigor e lhes cobrar eficiência nos serviços; perseguição obsessiva de lucros altos e progressivos por parte das companhias telefônicas e crescimento explosivo da demanda de acesso veloz e tráfego de dados.
Leia mais sobre a pane na Telefônica que deixou São Paulo sem internet.
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