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Open Finance ainda é subutilizado por instituições financeiras, diz estudo do Google Cloud

Apesar de oficialmente lançado há pouco mais de quatro anos, poucas instituições financeiras brasileiras estão explorando todas as vantagens do Open Finance. Mais da metade (11 de 19) não exibe saldos bancários de outros bancos usando a estrutura; seis ainda não oferecem a possibilidade de realizar transações com o saldo de outra conta; e apenas quatro oferecem produtos financeiros ou benefícios logo após o “opt-in” do usuários.

Todos esses dados fazem parte do FinFacts – descobertas e oportunidades que valorizam os serviços financeiros, relatório que chega a quarta edição e é realizado anualmente pelo Google Cloud e pela R/GA. O estudo analisa a experiência de contratação de produtos e serviços financeiros e o onboarding de clientes nos aplicativos de 19 instituições brasileiras, incluindo bancos tradicionais e fintechs.

Veja também: CGI.br propõe princípios para regular redes sociais e abre consulta pública

O estudo também analisou o uso da IA em relação à experiência do cliente, apontando que cinco instituições ainda não utilizam linguagem natural em chatbots, e seis entregaram resultados para buscas semânticas dentro dos aplicativos.

“Com a multi bancarização, a aceleração do Open Finance e o advento da IA, entender o cliente se torna chave. Neste sentido, as soluções de nuvem e os avanços constantes em IA facilitam para que a personalização e a experiência do cliente sejam cada vez mais fluidas e sem fricções, sendo este um diferencial para que o cliente decida qual será o seu principal banco”, diz em comunicado Ricardo Fernandes, head do Google Cloud no Brasil.

Outras descobertas

Metade das instituições avaliadas não consegue abrir uma conta corrente em tempo real, e duas levam mais de 72 horas para concluir o processo. Um terço não permite a ativação do cartão virtual antes da chegada do cartão físico.

Cinco instituições ainda não sugerem realizar um Pix a partir de uma chave copiada, e oito não oferecem medidas de segurança e um processo ágil na migração para um novo dispositivo. A maioria (16) não exigiram nova autenticação logo após o cliente bloquear a tela do celular.

As análises foram coletadas entre 20 de fevereiro a 31 de março de 2025. Mais detalhes do Finfacts podem ser acessados nesse link.

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