Ransomware já é considerado uma das ameças mais temidas do meio eletrônico. O “vírus sequestrador”, como é conhecido, tem como característica principal roubar os dados do computador da vítima e pedir um valor para resgate.
Usuários, empresas e órgãos governamentais estão tomando as medidas de prevenção, mas o que podemos estar ignorando é a próxima onde de ataques de ransomware, que não terá como alvo nossos arquivos, mas, sim, dispositivos ligados à internet das coisas (IoT). A discussão foi levantada por Ben Dickson, engenheiro de software e fundador do blog de tecnologia Tech Talks, em artigo publicado no portal Techcrunch.
Para a maior parte das pessoas, os dispositivos de IoT armazenam pouco ou nenhum dado, o que logicamente os tornam financeiramente irrelevante para ataques de ransomware, certo? Errado.
“Enquanto o ransomware tradicional afeta computadores e bloqueia arquivos, o ransomware de IoT tem a oportunidade de controlar os sistemas no mundo real, além do computador”, pontua Neil Cawse, CEO da Geotab, fabricante de solulções de IoT para veículos. “Na verdade, devido às diversas aplicações práticas da tecnologia de IoT, um ataque de ransomware pode desligar veículos, desligar a energia, ou mesmo parar linhas de produção. Este potencial de causar muito mais danos significa que os hackers podem cobrar muito mais para o resgate, tornando-se um mercado atraente para explorar ser explorado por eles.”
Com a Internet das coisas alimentando cada vez mais dispositivos críticos e sistemas industriais (como redes de energia e estações de bombeamento de água), o valor financeiro do bloqueio e os danos resultantes de não desbloqueá-los em tempo podem subir exponencialmente.
“O mais preocupante é a ameaça contra as organizações que dependem de dispositivos de IoT para sistemas de controle industrial”, diz Dave Larson, diretor de operações da Corero Network Security. “Isso pode incluir rede elétrica, hospitais e grandes operações de fabricação em escala automatizada.”
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