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O que aconteceu com o espaço do meu HD??

O assunto não é novo. Mas infelizmente como o problema acontece com freqüência, volto minha atenção para ele. Quem de vocês não teve um dia a ilusão de que seu novo HD de 100 Gbytes, 200 Gbytes ou qualquer tamanho que seja, seria suficiente por toda eternidade? Normalmente ao comprar um novo PC ou notebook ou reinstalar sua máquina partimos de um mínimo de espaço ocupado, que depende em função da versão do sistema operacional. Uma máquina com Windows XP ocupa minimamente cerca de 3 a 5 Gbytes. Já o VISTA ocupa pelo menos 12 Gbytes. Instalam-se todos os programas necessários para o dia a dia, copiam-se os dados pessoais e pelo menos mais 10 Gbytes serão ocupados (salvo haja milhares de fotos e arquivos de música que nesse caso somarão vários gigabytes a mais).

Mas não importa, feita a instalação inicial da máquina, o volume de dados e espaço ocupado já está razoavelmente estabilizado, com taxas de crescimento normalmente modestas para um usuário “comum”. Mas invariavelmente ocorre uma disparada, um aumento desproporcional ao uso, do espaço ocupado no disco rígido. Meu notebook atual “nasceu” com quase 60 Gbytes de espaço livre (após copiar os dados do notebook antigo). Hoje, 10 meses depois, dos 100 Gbytes totais tenho só 23 Gbytes livres. Copiei algumas fotos, criei muitos documentos, máquinas virtuais, mas não tanto assim.

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Como descobrir onde foi gasto este espaço?? O Windows, pelo menos o XP é muito pobre para solucionar este problema. O VISTA tem alguma coisa a mais, mas também não resolve. O XP nem ao menos permite que o espaço ocupado por cada pasta seja exibido facilmente. Precisa parar o mouse sobre a pasta por alguns segundos, pasta a pasta ou escolher “propriedades” para ver esta informação. Existem utilitários diversos para ajudar a resolver isso, inclusive programas gratuitos. Eu recentemente tropecei em uma pequena “pérola” chamado SpaceMonger . Fiquei encantado com este programa. É freeware, pode ser baixado de vários sites na Internet, como por exemplo : .

O que mais me encantou é a sua forma de mostrar o espaço ocupado. Vejam a tela abaixo. O HD é representado como uma grande caixa, dentro da qual existem várias outras caixas. Uma delas (a mais à esquerda) ilustra o espaço livre no disco.

[singlepic id=8461 w=320 h=240 float=]

O interessante desta representação é que cada “caixa” tem caixas internas, detalhando os maiores arquivos existentes. A “granularidade” desta mostra é configurável, ou seja, a sensibilidade para destacar arquivos e pastas grandes pode ser ajustada pelo usuário. Ao passar o mouse sobre cada caixa o volume total ocupado é instantaneamente mostrado (em Gbytes ocupados). Mas o que é “matador” em minha opinião é a representação proporcional do tamanho das caixa (espaço ocupado). Isso permite perceber instantaneamente os maiores “vilões” no HD (pastas ou arquivos).

No meu caso vejo logo algumas coisas interessantes. O arquivo de paginação (memória virtual) mais o arquivo de hibernação (hiberfil.sys) gastam quase 6.5 Gbytes. Essa máquina foi comprada com 1 Gbyte de RAM. Ao expandi-la para 2 Gbytes estes dois arquivos tiveram seu tamanho dobrado, instantaneamente. Algo a fazer? Talvez. Se não uso o recurso de hibernação, basta desativá-lo para recuperar 2 Gbytes. Posso diminuir o tamanho do arquivo de paginação, embora a Microsoft recomende usar sempre o dobro da memória como tamanho do arquivo pagefile.sys.Decisões a serem tomadas, mas pelo menos já consegui isolar um pedaço do problema.

Dá para ver também no diagrama do SpaceMonger que minhas VMs (máquinas virtuais) ocupam um espaço bem considerável (quase 18 Gbytes no total). Como eu uso uma opção de “disco não persistente” o VMware vai gravando em um arquivo tudo que ele vai descartar quando eu desligar a VM. Se fico muito tempo só hibernando a máquina virtual estes arquivos temporários crescem demais. Pude concluir isso analisando o diagrama do SpaceMonger.

Quis fazer uma análise mais detalhada de meu perfil. Clicando na caixa XANDO pude fazer um “zoom” só desta pasta no meu HD. Vejam a figura abaixo.

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Este diagrama me mostrou coisas interessantíssimas!! Veja por exemplo um arquivo temporário perdido do NERO com 3 Gbytes esquecido na máquina!! Foi um DVD que deu erro na mídia e ficou este lixo esquecido. Outras coisas interessantes. Vejam que o tamanho das minhas pastas de fotos, que separo por anos (2003, 2004, 2005…) são claramente crescentes. É a mudança de hábitos em progresso. Além de estar tirando mais fotos, a resolução aumentando (máquina nova), tudo isso faz ocupar mais espaço. Algo a fazer? Acho que não. Não vou deixar de tirar fotos ou tirar menos só por causa disso. O que poderia fazer, mas dá um trabalhão, é rever se as fotos armazenadas são mesmo dignas de serem guardadas. Devo ter muitas fotos com problema de foco, não muito bem enquadradas, mas que por motivos “sentimentais” acabaram sendo mantidas…

Chego a uma conclusão parecida ao analisar os e-mails arquivados em pastas particulares do Outlook. O arquivo PST de 2006 é o DOBRO do arquivo que reúne os e-mails de 2003-2004. Mais um reflexo da mudança de hábitos e perfil/freqüência de uso de e-mails. Talvez uso mais intenso de anexos…

Há uma imprecisão, para não dizer “erro” no SpaceMonger mas que não chega a comprometer o resultado e as análises feitas. Ele desconsidera “pastas compactadas”, ou seja, no exemplo acima (tela), ele aponta um arquivo chamado Corpore_Data que tem mais de 6 Gbytes. Porém este arquivo está uma pasta compactada do Windows e de fato ocupa somente 1.9 Gbytes no disco. Mas tudo bem, ele cumpre a missão de indicar os arquivos maiores mesmo assim.

Fora a ajuda do SpaceMonger há alguns outros locais que podem ser “limados” sem grande preocupação. Na própria pasta do Windows, se você ativar a visualização de arquivos e pastas ocultas, verá uma infinidade de pastas criadas para desinstalar atualizações do próprio Windows. Podem ser muitas dezenas e não raro ocupam perto de 1 Gbyte de espaço. Eu as apaguei TODAS (com os nomes $NtUninstallxxx). Dá um certo medo mas NUNCA me imagino indo atrás de uma atualização em particular para removê-la. Aqui se ganha mais um precioso espaço.

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Outro local que é um imenso consumidor de recursos é aquele reservado para o Windows guardar as informações de RESTAURAÇÃO DO SISTEMA. Este recurso, que é desabilitado por alguns (que eu não recomendo, pois é um verdadeiro salva-pátria em muitas ocasiões), tem como padrão reservar 12% do HD para esta função. No meu caso eram quase 12 Gbytes reservados!! No começo este espaço não é ocupado, mas dia após dia, com o uso do PC e programas que vão sendo instalados e atualizados, este espaço fica “inflado”. Empiricamente descobri que NO MEU CASO, reservando 4 Gbytes é suficiente para conseguir retornar configurações de 4 semanas. Isso pode variar dependendo do uso. Para alguns 4 Gbytes podem permitir guardar configurações de 2 meses ou 2 semanas. Mas mesmo assim vale o seguinte princípio : se alguma coisa deu problema em meu Windows, não vou precisar de 4 semanas de uso constante para me arrepender e querer usar o recurso de restaurar o sistema. Quanto mais 12 Gbytes que no meu caso contemplaria 3 meses aproximadamente. Ao se reduzir de 12 para 4 Gbytes, como fazia quase um ano que usava meu PC assim, recuperei 8 Gbytes de espaço que vinha sendo gasto para esta finalidade.

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Com todas estas medidas, usando o SpaceMonger como instrumento de análise, apagando arquivos inúteis ou esquecidos, usando essas dicas simples, consegui rever quase 15 Gbytes de espaço de meu HD, passando de 23 Gbytes para 37 Gbytes. Para mim foi o suficiente para me manter pelos próximos… 10 dias!!! Até meu HD encher de novo!!

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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