All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Tendências
Notícias

O maior desafio de 2015 é pensar diferente

O ano de 2015 começou com certo pessimismo tomando conta dos mercados. Em momentos como este, ameaça e oportunidade são dois lados da mesma moeda. Diante disso, há duas atitudes que os líderes de negócio podem tomar: abraçar a mudança e criar oportunidades ou lamentar a crise e esperar que a situação se resolva por si só.

As estratégias para o grupo que opta por criar oportunidades são bem conhecidas: se há redução do consumo, fidelize clientes; se o capital para investimento está mais caro, seja mais enxuto; se há mais incerteza, mitigue riscos. A grande questão é como executar essas estratégias de forma diferente da que sempre se fez?

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Criar experiências que fidelizam clientes


É de conhecimento geral a necessidade das marcas em fidelizar consumidores, pensando não só no potencial de compra imediato, mas sim em receitas recorrentes e “venda” da marca em seu círculo social. No lugar comum, estão programas de fidelidade ou indicações, com pontos e recompensas, bem como treinamentos dos funcionários, visando qualifica-los para o atendimento ao cliente. Mas inovar significa entender que criar experiências vai muito além disso.

Quando o Uber faz uma parceria com Spotify para que clientes possam continuar ouvindo a música de seus próprios smartphones ao entrarem no carro, podendo pagar com apenas um toque, e enviar o comprovante para o Expensify a fim de ter uma despesa registrada, isso é uma experiência fluida e diferenciada.

Quando um consumidor entra em uma loja de roupas e é atendido de forma personalizada por um vendedor que o conhece pelo nome, sabe de suas últimas compras e sugere artigos combinados, e ele pode pagar com seu celular sem enfrentar fila, isso é uma experiência diferenciada.

Praticamente todos os negócios hoje permitem que se use a tecnologia de forma inteligente, criando momentos digitais que encantam o cliente.

Fazer mais com menos


A provocação direta aqui é: você já parou para pensar qual o percentual do trabalho realizado dentro da sua empresa para efetivamente gera valor para o cliente?

A probabilidade é que haja muito desperdício de energia, seja com processos e comunicação ineficientes, tarefas que não servem para nada, iniciativas cuja única preocupação é a manutenção e ampliação do poder e influência, reuniões cujo único resultado é uma nova reunião para encerrar a discussão, hierarquia organizacional que lembra o Empire State Building, e por aí vai. A lista é longa.

Apenas por atacar esse tipo de desperdício, as empresas já poderiam fazer muito mais. O ideal é começar por entender quem é o consumidor e como gerar valor para ele. Em seguida, é preciso repensar a organização da força de trabalho: autonomia, diversidade de pensamento e colaboração entre pessoas já provaram ser eficazes para o objetivo pretendido. Ou seja, ter um senso de propósito claro e criar um ambiente fértil para cada colaborador contribuir com o seu melhor transformam e elevam uma organização.

Reduzir riscos com aprendizado e adaptação contínuos


Geralmente, as principais apostas do ano são projetos de alto risco, com grande potencial de retorno, mas certo grau de incerteza. Executá-los de maneira eficaz para atingirem os objetivos propostos é o maior desafio, e a sistemática atual já não corresponde a melhor maneira de fazê-lo.

Em geral, o processo começa pela etapa do planejamento, seguido da quebra do projeto em uma infinidade de ações, mapeamento dos caminhos críticos e definição dos responsáveis. Depois, vem a fase de orçamento, com a definição do custo total da iniciativa e da estimativa de receitas, a partir do qual chega-se ao ROI, e o portfólio de investimentos é definido.

Em um cenário de incertezas, será esta a melhor abordagem? Querer seguir o plano à risca e ainda atrelar benefícios e sanções à sua execução torna o planejamento mais denso e atitudes durante a execução defensivas. Não há incentivos para aprender, adaptar-se, correr riscos. A organização passa a ter um fim em si própria.

A saída é pensar nas iniciativas como experimentos, com a formulação de boas hipóteses que permitam aprender rapidamente. Quanto ao orçamento, o ideal é trabalhar com uma visão de investimento incremental e adaptativo. À medida que a empresa for aprendendo mais sobre o projeto, terá condições de decidir investir mais, mudar de direção (pivotar) ou descartar por completo a iniciativa.

Ou seja, divisão do trabalho, otimização local, incentivos individuais, entre outros, não funcionam. Para que haja espaço para aprendizagem e adaptação, a abordagem de gestão e organização do trabalho também deve mudar.

O cenário de 2015 é desafiador e cheio de mudanças. As ideias acima são uma provocação para se pensar diferente. Serão vencedoras as empresas que entenderem o quanto antes a necessidade de se transformar – não só em 2015, mas no futuro.

 

(*) Gabriel Brigidi é especialista em inovação e atua com Desenvolvimento de Negócios da ThoughtWorks Brasil

Next Accenture compra empresa brasileira de analytics »
Previous « Competências de comunicação que um líder de projeto deve ter
Leave a Comment
Share
Published by
cristina.deluca
11 anos ago

    Related Post

  • HPE une rede e segurança e mira fim da gestão fragmentada
  • Consumidores ainda resistem a delegar pagamentos a agentes de IA, indica Forrester
  • Anthropic alerta governo Trump sobre riscos cibernéticos expostos por modelos avançados de IA

Recent Posts

  • Notícias

Empresas não sabem como comprar IA, e esse é o maior obstáculo da adoção, diz executivo da HPE

A maioria das empresas que hoje investe em inteligência artificial não sabe exatamente quem deve…

12 horas ago
  • Notícias

Datamint capta R$ 25 milhões em rodada seed liderada pela Headline

A Datamint, startup brasileira de inteligência artificial (IA) voltada à gestão de ativos em operações…

12 horas ago
  • Notícias

Consumidores ainda resistem a delegar pagamentos a agentes de IA, indica Forrester

Os consumidores ainda não estão preparados para permitir que agentes de inteligência artificial (IA) realizem…

13 horas ago
  • Notícias

Anthropic alerta governo Trump sobre riscos cibernéticos expostos por modelos avançados de IA

A Anthropic intensificou seus alertas ao governo dos Estados Unidos sobre os riscos cibernéticos associados…

14 horas ago
  • Notícias

HPE une rede e segurança e mira fim da gestão fragmentada

Por anos, equipes de TI operaram segurança e rede como disciplinas separadas, com ferramentas distintas,…

14 horas ago
  • Notícias

Gwynne Shotwell afasta pressão por IPO e diz que SpaceX mantém foco no longo prazo

A presidente e COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, afirmou que a abertura de capital da…

15 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L