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Nuvemshop muda o foco e quer crescer entre médias empresas

A Nuvemshop quer crescer entre empresas médias, que já tem operações significativas no comércio eletrônico e planejam trocar suas plataformas de e-commerce. É uma mudança de foco após a empresa terminar 2026 tendo movimentado R$ 6,5 bilhões em vendas de parceiros, crescimento de 35% na comparação anual, resultado sustentado sobretudo por pequenos negócios.

A empresa diz ter mais de 180 mil marcas ativas na América Latina, presença no Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia. Segundo a Nuvemshop, o crescimento baseado em abertura de lojas digitais chegou à “maturidade”, e o novo caminho de expansão é “aprofundar o relacionamento com negócios que já tratam o canal online como pilar estratégico”.

“Temos que garantir que, quando essas empresas decidirem reavaliar suas plataformas, a Nuvemshop seja a escolha natural”, diz em comunicado Alejandro Vázquez, CEO da Nuvemshop.

Além de aumentar a participação do e-commerce no varejo nacional (que hoje responde por entre 9% e 11% das vendas totais, segundo a Ebit e a NielsenIQ), a Nuvemshop enxerga como oportunidade a entrega de “eficiência operacional, integração de dados e fortalecimento da relação direta entre marca e consumidor”. A empresa diz ter no portfólio uma solução para isso, a Nuvemshop Next, que promete entregar maior capacidade de tráfego, catálogo mais amplo e demandas mais complexas de integração logística, financeira e operacional.

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A empresa cita marcas de médio porte que já são clientes, incluindo IS Bikini, Kings Sneakers, Les Cloches, Desgosto, +Mu, Muskinha, Babolat, Bamba e outras. A base atual da companhia é composta por clientes especialmente dos segmentos de moda (+35%), saúde e beleza (+44%) e casa e jardim (+37%), categorias que mais cresceram em 2025 segundo pesquisa da própria Nuvemshop.

IA e WhatsApp

Vázquez diz que a inteligência artificial altera a forma como o consumidor interage com as marcas, e que a mudança na jornada de compra é o grande salto futuro do e-commerce. A navegação baseada em filtros e categorias dará lugar a conversas, e as plataformas passam a ter papel importante na organização de dados de catálogo para que sistemas consigam interpretar corretamente as ofertas.

Outra tendência importante no Brasil apontada pelo executivo é o uso do WhatsApp para relacionamento entre empresas e consumidores. A Nuvemshop diz que o comércio conversacional será uma vantagem competitiva, e já inclui recursos para isso na própria plataforma.

A integração com Pix também é citada como diferencial. Dados da Nuvemshop indicam que o Pix já representa 49% dos pedidos realizados na base de lojistas da plataforma, superando o cartão de crédito, que responde por 47%. O levantamento considera transações realizadas por mais de 180 mil lojas ativas no Brasil.

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