Vence no próximo dia 15 de outubro o prazo para que hospitais e operadoras adotem a Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) como nova codificação para a remuneração de procedimentos médicos. No entanto, hospitais, operadoras e empresas de software ainda não chegaram à um consenso para colocar em prática a regulamentação imposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Conforme a Instrução Normativa n.º 34, de 13 de fevereiro de 2009, e acordo firmado com a ANS, cabe a Associação Médica Brasileira (AMB) elaborar a terminologia relacionada aos procedimentos médicos e a responsabilidade pela indicação das inclusões, com seus respectivos códigos e descrições nos modelos estabelecidos. No entanto, a TUSS não aborda totalmente as codificações estabelecidas pela AMB. “Nossa maior preocupação é a transição, dia 15 de outubro para que o hospital continue faturando e emitindo corretamente a documentação e os convênios continuem entendendo essa linguagem”, explica o gestor de TI do Hospital e Maternidade Brasil, Márcio do Lago.
Outro obstáculo é a forma de como os softwares de gestão irão emitir os formulários de remuneração uma vez que a atual tabela ainda não é compatível com o TUSS. Lagos acrescenta que o modelo adotado pela antiga tabela da AMB era dividida por especialidades médicas e as novas terminologias serão baseada na estrutura da anatomia humana. “Devido as diferenças entre os modelos de codificação, o que poderá ocorrer é a criação de vários códigos TUSS baseados nas terminologias AMB e o contrário também”. Outro detalhe destacado devido diferenças entre AMB e TUSS foi o impacto na precificação dos procedimentos que não poderão sofrer alterações.
Baseados na antiga tabela de procedimentos, AMB, os softwares que já estão adaptados ao TUSS geram as mesmas codificações para diversos procedimentos que continham códigos diferentes na AMB o que não diferencia a remuneração de cada procedimento médico corretamente.
O gerente de TI corporativo do Hospital e Maternidade São Camilo, Carlos Torigoe, destaca que um dos maiores problemas trazidos pelo novo modelo foi a falta de clareza da ANS em passar instruções sobre a vigência do processo. “Se as contas anteriores ao dia 15 de outubro forem emitidas após a data estipulada pela ANS qual codificação devemos usar? Para este tipo de problema nós e muitos outros hospitais, ainda não estamos prontos”, completa.
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