Apesar de ter perdido os lotes que disputou no leilão da terceira geração da telefonia celular, realizado em dezembro do ano passado, a Nextel não desisitiu de ter licenças de 3G. A intenção, no entanto, não seria substituir a rede iDEN – tecnologia proprietária da Motorola usada pela operadora.
“A 3G agrega valor ao iDEN, acrescenta serviços à base”, defende Alfredo Ferrari, diretor de assuntos regulatórios da operadora. Entre os novos serviços, estaria a venda de placas de conexão à internet, como é feito hoje pelas outras operadoras. Dentro de sua oferta, a Nextel poderia ter também aparelhos híbridos (3G e iDEN, como a Sprint já tem nos Estados Unidos) ou puros 3G, da Motorola ou de outras marcas. “Estamos avaliando possíveis fornecedores”, diz Mario Carotti, vice-presidente de marketing da Nextel.
As faixas em que a Nextel está interessada são as da banda H, deixadas de lado no leilão feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no fim do ano passado. A Agência ainda não se manifestou sobre um novo leilão. “Esperamos que isto aconteça rápido e que ainda este ano as regras sejam colocadas”, completa Ferrari.
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