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“Pessoas usando IA na organização é diferente da organização usar IA”, enfatiza Alexandre Del Rey

Ativos digitais, competências, marca, não-obsolescência, estes são apenas alguns dos ganhos invisíveis que a inteligência artificial (IA) pode trazer para as organizações. No entanto, segundo a Astro Consulting Group, 60% das empresas ainda se vê cética para o uso da tecnologia.

Segundo o doutor e empreendedor da Egronn, Alexandre Del Rey, o cenário se deve à uma falta de maturidade das companhias em relação à IA e exigirá uma mudança gradual de mentalidade. “Não adianta eu querer de uma hora para outra falar ‘agora eu domino essa tecnologia como ninguém’. Essa maturidade vai acontecendo aos poucos”

Em seu painel “O ROI invisível: porque a IA falha em mostrar valor e como corrigir isso“, apresentado nesta sexta-feira (24) durante o IT Forum Na Mata: IA aplicada aos negócios, o executivo falou sobre as etapas necessárias para tornar a IA valorosa. A primeiro delas é se desassociar do hype, buscando os problemas de negócio que podem ser solucionados por meio da tecnologia.

Para Rey, a estratégia, mesmo já sendo muito utilizada pelos líderes de tecnologia, ainda precisa ser ensinada para o resto da empresa, ainda mais quando se fala em IA. “A IA não é uma ferramenta. Você tem o algoritmo? Tem. Mas precisa dos dados, de infraestrutura, precisa de mais. Então é uma organização que queira fazer isso, que está preparado, que tem um mindset.”

Leia mais: “A empresa que não tiver uma lógica de iteração não vai dar certo com a IA”, diz CIO da Cadastra

O processo para chegar nesse ponto é uma construção constante, que começa pelo entendimento de onde a inteligência artificial já está sendo utilizada, mas sem governança. É a partir deste conhecimento que a área de Tecnologia poderá então criar um roadmap de projetos, provando as necessidades da ferramenta para o corpo diretivo.

O empresário também sugeriu que os executivos comecem pelos programas mais simples, mas com a consciência de que não serão esses a trazer o ROI visível. “Ninguém vai conseguir gerar valor de fato fazendo coisas básicas nas organizações, mas quando eu começo a ter esses projetos, começa a vir uma nova realidade.”

Repleta de dados estruturados e sistemas que falam em análise de cliente, é esta nova realidade que trará uma percepção maior do invisível da IA, permitindo uma exploração de novos frutos de valor. A partir daí, os projetos que trazem maior produtividade, velocidade, qualidade e ampliam a experiência do cliente se tornam possíveis.

“Pessoas usando IA na organização é diferente da organização usar IA. O que precisamos fazer é trazer essa clareza, para que a IA possa ser pensada organizacionalmente”, finaliza.

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