Publicado:
Leitura 3 minutos
O Hospital Moinhos de Vento (HMV), de Porto Alegre (RS), planeja investir R$ 1,5 milhão na implementação de soluções automatizadas para armazenagem de seus estoques farmacêuticos. O montante faz parte da primeira etapa do projeto.
Em abril deste ano, a instituição automatizou a farmácia do centro obstétrico por meio de um dispensário eletrônico, formado por um conjunto de armários rotativos com gavetas controladas pela digital do usuário – o profissional técnico ou enfermeiro.
“O processo de medicação ficou mais confiável e seguro agora. A máquina abre apenas o compartimento necessário. O profissional confere o código e já efetua o lançamento na conta do paciente. Conseguimos rastrear tudo por meio da integração com nossa rede de informática, desde o horário da retirada, quantidade, até o lote”, explicou a supervisora da farmácia do HMV, Shirley Frosi.
De acordo Shirley, foi observada uma redução de até 30% nos custos relacionados ao controle do estoque. Segundo ela, o controle de validade, índice de desperdício e erros de manipulação foram otimizados. A estimativa é de uma diminuição de até 20% na devolução de medicamentos, ou seja, aqueles remédios que não foram utilizados por determinado paciente.
Em andamento
Além do dispensário eletrônico no centro obstétrico, até o final do ano, serão colocados outros cinco, distribuídos na CTI Neonatal, CTI pediátrica, Unidade de Internação aberta (neurologia), na urgência obstétrica e na internação da nova maternidade. Os equipamentos são importados dos Estados Unidos e da Espanha e custam, em média, R$ 300 mil.
A farmácia central do Moinhos de Vento contará com duas outras soluções de maior porte. Serão instalados armários rotativos verticais, chamados de Carrosel. O equipamento é composto de bandejas rotativas que possibilitam gerenciar pedidos ao estoque, agilizando o processo de separação das prescrições.
De acordo com a supervisora, no processo manual uma prescrição levava em média 10 minutos para ser separada e conferida, agora o tempo por procedimento poderá ser reduzido para até três minutos.
Segunda etapa
Para 2011, a entidade, que possui 338 leitos, planeja automatizar todos os estoques do hospital, incluindo unidades de internação e área de emergência. Ao todo serão mais nove.
Ainda segundo Shirley, a instituição espera obter o retorno do investimento em, no máximo, dois anos. “No longo prazo o investimento compensa, pois é positivo tanto para o paciente quanto para o hospital. Tudo isso está sendo feito para garantir maior segurança no processos das farmácias”, disse
Pamela Sousa
10 horas atrás
Redação
10 horas atrás
Redação
11 horas atrás
Bruna Rocha
12 horas atrás