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Sob pressão de regulamentadores, Microsoft renuncia assento no conselho da OpenAI

A Microsoft abriu mão de seu assento de observador no Conselho da OpenAI na tentativa de mitigar as preocupações dos reguladores antitruste nos Estados Unidos e no Reino Unido, segundo publicação desta quarta-feira do Financial Times. Enquanto isso, a Apple, que anunciou recentemente a integração do ChatGPT da OpenAI em seus dispositivos, optou por não assumir o papel de observador no mesmo Conselho.

Apesar da estratégia, uma fonte da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) ouvida pelo jornal inglês, disse que o movimento da Microsoft pode não ter sido suficiente para tranquilizar os reguladores.

A FTC está revisando acordos envolvendo grandes empresas de tecnologia e startups importantes de IA. De acordo com a fonte da FTC, a decisão da Microsoft de renunciar ao seu assento de observador reflete o reconhecimento de possíveis questões antitruste e uma tentativa de antecipar possíveis complicações legais.

Leia também: Diretora da Secom defende referencial regulatório para o setor de tecnologia com IA 

Os reguladores antitruste da União Europeia declararam recentemente que a parceria entre Microsoft e OpenAI não estaria sujeita às regras de fusão do bloco, pois a Microsoft não controla a OpenAI. No entanto, buscarão opiniões de terceiros sobre as cláusulas de exclusividade no acordo.

Enquanto isso, os reguladores britânicos e norte-americanos continuam a investigar a influência da Microsoft sobre a OpenAI e a independência da startup.

Desde novembro, após o retorno de Sam Altman como CEO da OpenAI, a Microsoft ocupava uma posição de observador sem direito a voto no conselho da empresa. Esse papel permitia à Microsoft participar das reuniões do conselho e acessar informações confidenciais, sem, no entanto, ter poder de voto em decisões cruciais, como a eleição de diretores.

Em uma carta enviada à OpenAI em 9 de julho, a Microsoft destacou os avanços significativos da startup desde a volta de Sam Altman como CEO. A empresa afirmou que, devido ao progresso observado, não vê mais necessidade de manter seu assento de observador no conselho da OpenAI. A carta mencionou novas parcerias estabelecidas, inovações desenvolvidas e o aumento da base de clientes da OpenAI como motivos fundamentais para essa decisão estratégica.

Para reforçar suas relações com parceiros estratégicos e investidores, a OpenAI anunciou que adotará uma nova abordagem de engajamento. A empresa planeja realizar reuniões regulares com parceiros como Microsoft e Apple, além de investidores como Thrive Capital e Khosla Ventures.

*Com informações da Reuters e do Financial Times

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