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Meta Connect 2024: avanços em IA e realidade aumentada

No Meta Connect 2024, Mark Zuckerberg, CEO da Meta Platform, revelou uma visão audaciosa para o futuro da interação entre humanos e máquinas. O destaque do evento foi o protótipo dos óculos de realidade aumentada Orion, projetado para colocar a Meta à frente na integração entre o mundo físico e digital.

Descritos como os “óculos de RA holográficos mais avançados do mundo”, os Orion ainda estão longe de serem lançados ao público, mas já prometem transformar o cotidiano. Segundo Zuckerberg, “o Orion representa o futuro dos nossos esforços em RA, oferecendo uma interface neural, além de rastreamento de mãos e olhos”.

Essa interface híbrida, que combina comandos de voz e gestos manuais, pode impactar setores variados, como o varejo e a educação, tornando a interação com o mundo digital mais intuitiva.

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Mas o evento não se limitou à realidade aumentada. Com mais de 400 milhões de usuários mensais do Meta AI, a empresa anunciou atualizações em suas ferramentas de inteligência artificial e novos produtos que reforçam sua presença no mercado.

A Meta AI agora foca na voz, já que, segundo Zuckerberg, “a voz será uma forma muito mais natural de interagir com a IA do que o texto”. Diante disso, os usuários podem fazer uma pergunta ou conversar com a Meta AI em voz alta pelo Messenger, Facebook, WhatsApp e Instagram e obter respostas vocais simuladas em troca. As interações agora também permitem personalização, com vozes de celebridades como Awkwafina e Dame Judi Dench, criando uma experiência de usuário mais envolvente.

Outra novidade foi o lançamento do Llama 3.2, um modelo de IA multimodal, capaz de interpretar tanto imagens quanto textos, oferecido como código aberto. Disponível em plataformas como Hugging Face e AWS, o Llama 3.2 permite que desenvolvedores implementem soluções de IA em diversos ambientes, de nuvens a dispositivos móveis. Sua capacidade de interpretar gráficos e tabelas, legendar imagens e identificar objetos amplia seu potencial de uso.

As soluções de IA da Meta também têm atraído o interesse de anunciantes, com mais de 1 milhão de empresas utilizando ferramentas de criação de anúncios com IA generativa. Resultados mostram um aumento de 11% na taxa de cliques e 7,6% na taxa de conversão, para a Meta, esse número reforça o impacto dessas tecnologias em campanhas publicitárias.

Além disso, a controladora do Facebook apresentou uma nova versão de seus óculos de realidade virtual, o Meta Quest 3S, que chega ao mercado como alternativa mais acessível ao Quest 3, anunciado em junho de 2023. A big tech aposta na democratização da realidade mista com um dispositivo que traz, segundo a empresa, quase 4,5 vezes mais resolução que o Quest 2 e a mesma qualidade imersiva do Quest 3, mas com um custo menor.

Disponível em duas versões nos Estados Unidos – uma com 128 GB de armazenamento, por US$ 299,99, e outra com 256 GB, por US$ 399,99 –, o Quest 3S ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. A Meta justifica o preço mais baixo com algumas modificações em relação ao modelo principal: o novo dispositivo conta com um campo de visão um pouco mais restrito e um design simplificado, mas introduz uma interface facial respirável, projetada para tornar mais confortável o uso prolongado durante atividades físicas ou sessões intensas de jogos.

Equipado com o processador Snapdragon XR2 Gen 2, da Qualcomm, o mesmo chip que dá vida aos óculos mais avançados da empresa, o Quest 3S mantém compatibilidade com os jogos do Quest 3 e permite acesso a uma série de aplicativos, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp, YouTube, Xbox Cloud Gaming e Twitch. Com a adição desses recursos, a Meta sinaliza que sua estratégia vai além do universo dos games, buscando integrar o dispositivo ao dia a dia das pessoas de forma mais ampla, desde a comunicação até o entretenimento.

A empresa também destacou que a realidade mista oferecida pelo Quest 3S não compromete a qualidade em relação ao modelo mais caro, com o foco em proporcionar uma experiência imersiva e acessível. Segundo a Meta, o dispositivo foi projetado para trazer uma “nova interface facial respirável” que promete maior conforto para atividades físicas e jogos prolongados, com um campo de visão ligeiramente mais estreito que o do Quest 3.

O Meta Connect 2024 sinalizou uma aposta clara na convergência entre IA e realidade aumentada, com a Meta mirando um futuro onde a tecnologia redefine não apenas o trabalho, mas as interações cotidianas.

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