As remessas de unidades para o mercado global de dispositivos de computação pessoal, composto de PCs tradicionais (desktops, notebooks e workstations) e tablets, devem cair 3,9% em 2018, de acordo com a mais recente previsão do IDC.
A previsão incorpora um conjunto atualizado de premissas, que reflete tanto as áreas de crescimento quanto as preocupações. Os tablets, que já foram considerados a maior ameaça aos notebooks, mais uma vez viram números decepcionantes no terceiro trimestre de 2018 e a perspectiva foi reduzida em comparação com a previsão anterior. A pressão contínua dos smartphones, as inovações limitadas e o aumento adicional nos ciclos de vida dos tablets deverão pesar contra a recuperação do volume na venda dos tablets.
A previsão para os tablets destacáveis ou os chamados “2 em 1” também foi ajustada para baixo, em direção a uma trajetória de crescimento mais conservadora, devido à consolidação do mercado e maiores desafios à adoção pelo consumidor, embora o IDC veja melhorias em alguns setores, como educação e finanças.
Espera-se também que os PCs tradicionais sofram dificuldades, especialmente os desktops, mas há pontos mais promissores, como jogos, atualizações de PCs corporativos e uma presença crescente de notebooks com maior capacidade. Notebooks e estações de trabalho móveis ainda dominam o maior volume da categoria e sua participação no total de dispositivos de PCD deve crescer mais até 2022.
Espera-se que o Chrome OS, o sistema operacional dominante no mercado global de notebooks educacionais, ganhe pontos no mercado. Melhorias na proposição de valor do Windows também significam ganhos para sistemas mais avançados, como notebooks conversíveis, preenchendo mercados onde os tablets destacáveis falharam.
“No curto prazo, o mercado de PCs tradicional terá algum impacto de uma escassez de processadores, que deverá afetar mais significativamente os controles de estoque de menor porte. Mas com a atualização comercial rumo à sua fase final ao longo do próximo ano, acreditamos que impulsionará grande parte do foco e do volume, com oportunidades em todo o espectro de preços”, analisa Jay Chou, gerente de pesquisa do IDC.
“Em 2018, vimos a oscilação da categoria destacável, conforme importantes anúncios de produtos foram empurrados para o último trimestre do ano”, complementa Lauren Guenveur, analista sênior de pesquisa da Devices & Displays. “Pela primeira vez desde a introdução do fator de forma, espera-se que os volumes anuais caiam em relação ao ano anterior. No entanto, esperamos que o mercado se recupere em 2019 à medida que novos produtos da Apple, Microsoft, Samsung e Google se tornem mais prontamente disponíveis”.
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