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MarketUP quer levar ERP grátis a 100 mil empresas brasileiras

A startup brasileira MarketUP quer ver seu sistema de gestão empresarial em nuvem para 100 mil micro e pequenas empresas do País até o final de 2015. Uma ambição grande demais? Talvez, mas a ferramenta é disponibilizada gratuitamente e já arrebanhou 8 mil clientes durante o período que rodou em beta – e estava aberta apenas a um número restrito de usuários. 

“Fomos abrindo cotas para teste aos poucos porque não queríamos um milhão de empresas já no começo. Fomos nos estruturando e, ao mesmo tempo, aproveitamos para testar a ferramenta”, comenta Carlos Azevedo, sócio-fundador da companhia, executivo que tem no currículo a criação de outras duas importantes empresas de internet: Tesla e Guia da Semana. A startup, aliás, carrega outros nomes de peso. Seus investidores contemplam ainda Romero Rodrigues (Buscapé), Alexandre Hohagen (Facebook) e Hélio Rotenberg (Grupo Positivo). 

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A MarketUP, que roda na nuvem da Amazon Web Services, ganhou disponibilidade geral na segunda-feira (03/11). A solução traz recursos como gestão financeira, loja virtual integrada, controle de estoque, nota fiscal eletrônica e relatórios. Da forma como está atende 20 segmentos: moda/acessórios, jardinagem, papelarias, óticas, empórios, perfumarias, vídeo, decoração, esportes, joias, bancas/quiosques, pizzarias, lojas de games e informática. Em breve, terá versão exclusiva para bares, padarias, restaurantes e para salão de beleza. No ano mais segmentos entram no escopo de cobertura. 

Os usuários não pagam nada para usar a ferramenta, o modelo de negócio baseia-se em venda de patrocínio. A abordagem é diferente da publicidade popularizada por Google e Facebook. No caso da MarketUP são valores mais altos ofertados a um número limitado de clientes. O Bradesco já abraçou a ideia é a primeira marca a aparecer (e bancar) a operação da companhia. 

Apenas o que o grande banco de varejo investiu em propaganda manterá a operação da companhia até o final de 2015, estima Azevedo. A ideia é, a partir do próximo ano, ir ao mercado e oferecer mais quatro cotas de patrocínio, sendo que cada uma delas injetaria recursos suficientes para bancar um ano inteiro da companhia. 

Há uma preocupação com a questão da privacidade dos usuários frente quanto a relação da startup com seus patrocinadores. A garantia do executivo é que nenhum dado do usuário será informado sem expresso consentimento. 

Cerca de vinte profissionais trabalham no projeto. Azevedo não revela qual foi o investimento na ferramenta, mas indica que foram “muitos e muitos milhões de reais”. A estimativa de faturamento também não é divulgada. “A ideia é não dar lucro nos próximos três anos. Todo dinheiro que entrar será reinvestido no produto”, enfatiza. 

Meta
O objetivo de chegar a 100 mil empresas no intervalo de um ano soa com uma ambição tangível para o fundador. “Temos estratégia para tudo quanto é lado”, comenta o executivo, sinalizando que a ferramenta já figura como o sistema de gestão recomendado pelo Sebrae (inclusive estampa na home do site da própria entidade). 

Há também estatísticas do Empresometro.com que apontam que das 16 milhões de empresas registradas hoje no Brasil, 99% se enquadram no perfil de pequenas e médias, sendo que dessas cerca de 70% não possuem sistema de gestão financeira. De acordo com Azevedo, ainda, por seu modelo de oferta e mercado-alvo, a tecnologia não concorre com ofertas de outros vendors como Totvs e Linx. 

Outro fator refere-se à taxa de mortalidade de empreendimentos no Brasil. De acordo com o executivo, cerca de 2 milhões empresas nascem todos os anos no país. O volume das que não conseguem sobreviver aos primeiros anos de operação é igualmente alto. Grande parte desse percurso ocorre justamente por problemas de gestão.

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Redação
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