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Marco Stefanini promove inovação no coração da Amazônia

Digitalizar o monitoramento ambiental da Floresta Amazônica para obter respostas mais rápidas e seguras em situações que possam impactar negativamente sua preservação. Esse foi o desafio apresentado pela Vale, multinacional brasileira do setor de mineração, ao Grupo Stefanini. O objetivo é contribuir para a proteção e recuperação de mais de 1,2 milhão de acres de floresta no Brasil até 2030. O projeto inovador resultante desse desafio simboliza um avanço notável na interseção entre tecnologia e sustentabilidade, rendendo a Marco Stefanini, fundador e CEO do Grupo Stefanini, o prêmio Executivo de TI do Ano 2024 na categoria Ambiental – ESG. Stefanini, um grande entusiasta da pauta ESG, reforça a constante renovação do compromisso da companhia com soluções que impactem positivamente o meio ambiente.

A solução desenvolvida para monitorar o “pulsar” da Floresta Amazônica foi criada pela IHM, empresa do Grupo Stefanini especializada em soluções tecnológicas para apoiar a execução de agendas ESG. Utilizando análise de dados, tecnologia de Internet das Coisas (IoT) e algoritmos de aprendizado de máquina, a plataforma monitora variáveis ambientais cruciais, como a qualidade do ar e da água, além da detecção de incêndios florestais.

Anteriormente, os operadores precisavam se deslocar ao campo para coletar dados das estações e realizar análises manuais. Com a solução da IHM, todas as informações agora são centralizadas em um sistema que emite alertas automáticos ao identificar anomalias, permitindo uma resposta rápida e eficaz pelo Centro de Controle Ambiental da mina S11D, que faz parte do Corredor Norte Ferrosos da Vale.

Ganhos Operacionais e Benefícios ao Meio Ambiente

O projeto trouxe automação aos relatórios e alertas, reduzindo drasticamente o tempo de resposta, melhorando a rastreabilidade e a consistência dos dados, e reforçando as práticas ambientais da Vale. A coleta de dados e a geração de relatórios de quatro estações de qualidade do ar, que antes levavam 5 horas e 20 minutos, passaram a ser concluídas em apenas dois minutos. A coleta de dados das 35 estações, que anteriormente demorava sete dias, agora é feita com atualizações a cada cinco minutos. Com a plataforma coletando dados em tempo real, houve também uma redução significativa nos deslocamentos, de 600 km para 200 km rodados por mês.

Para Marco Stefanini, este projeto representa um marco na transformação digital da gestão ambiental na mineração, destacando a capacidade da Vale de inovar em um cenário em constante mudança, além de ser um passo importante na estratégia ESG do Grupo Stefanini. “Estamos otimistas quanto ao futuro e comprometidos em continuar a oferecer soluções que não apenas atendam às necessidades da Vale, mas que também contribuam para a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da região”, afirma o executivo.

Desafios e Resiliência Profissional

Marco Stefanini destaca que qualquer projeto industrial, especialmente na mineração, é desafiador devido às condições inóspitas das regiões envolvidas, onde o acesso e a logística exigem um esforço redobrado. Fundador do Grupo Stefanini há quase 40 anos, Marco relembra que sua trajetória na TI foi marcada por superações. Formado em geologia e com uma passagem pelo setor bancário, o executivo precisou aprender por conta própria a liderar e gerenciar seu negócio, adaptando-se constantemente às mudanças tecnológicas e às exigências do mercado.

“Reinventei-me ao longo da carreira, fazendo upgrades constantes no meu perfil à medida que a tecnologia e as demandas de negócios evoluíam. Todos os obstáculos que enfrentei me tornaram mais resiliente e ajudaram a moldar o DNA da Stefanini”, conclui.

*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum, disponível aqui.

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