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Maioria dos brasileiros acredita que tudo terá um componente virtual, mesmo após fim da pandemia

A Covid-19 trouxe transformações profundas no modelo de trabalho e uma pesquisa do Zoom revelou que mesmo após o fim da pandemia, 90% dos brasileiros acreditam que tudo terá um componente virtual. A pesquisa feita em dez países, incluindo o Brasil, mostra que, no futuro, a atividade global número 1 para a qual os consumidores gostariam de usar a comunicação por vídeo são os compromissos relacionados a serviços públicos, exceto na Índia, Alemanha e Cingapura.

Conversar com amigos e familiares, encontros em casa e festas de aniversário tiveram o maior número de menções quando se trata de atividades que os entrevistados tiveram que tornar virtuais no último ano. A área de Educação teve a maior porcentagem de uso de videocomunicação, seguida de Negócios e Celebrações. Diferente do Brasil, a atividade número 1 realizada por meio de videoconferência pelos entrevistados dos EUA, Reino Unido, França e Austrália foram as celebrações.

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Quando se trata do espaço de trabalho híbrido, a menção mais notável foi que a flexibilidade permitiu aos funcionários adequar o trabalho à sua vida, o que ajuda a melhorar a saúde mental e os níveis de produtividade. A principal preocupação associada a um local de trabalho híbrido é a falta de conexão pessoal ou interpessoal, segundo o estudo.

Quando questionados sobre viagens de negócios, 68% dos entrevistados responderam que viajavam a trabalho antes da pandemia, mas apenas 38% disseram que esperam viajar a negócios com mais frequência após a pandemia.

Grande parte dos entrevistados planeja retomar as atividades presenciais, principalmente aquelas relacionadas a Celebrações (60%), Saúde (48%) e Imobiliário (47%). O governo é a única atividade em que quase um terço dos entrevistados (27%) indica uma preferência mais forte por ser apenas virtual no futuro.

Principais descobertas por atividade

Negócios: Aqueles que usaram videocomunicações para negócios optaram por fazê-lo por sentirem que o vídeo é mais seguro do que as reuniões presenciais. Dos respondentes globais da pesquisa, 70% planejam ter componentes presenciais e virtuais para esta atividade no futuro. O que os entrevistados mais gostam no uso de comunicações por vídeo é a capacidade de permanecerem seguros, e o que eles não gostam são as interrupções quando várias pessoas falam ao mesmo tempo.

Healthcare ou Telessaúde: Aqueles que usaram videocomunicações para saúde o fizeram porque o vídeo parecia mais seguro do que pessoalmente devido a preocupações com a pandemia (74%). Porém, no futuro, 62% planejam ter consultas presenciais e virtuais. O sentimento de falta de uma conexão real é o que mais incomoda os respondentes em relação ao atendimento virtual.

Educação: A videocomunicação para educação foi usada principalmente porque o formato virtual parecia mais seguro do que o presencial (67%) e porque as opções presenciais não estavam disponíveis (66%). Dois terços (65%) responderam que planejam ter aulas presenciais e virtuais no futuro.

Entretenimento: Aqueles que usaram videochamadas para entretenimento o fizeram porque precisavam de uma distração (60%); porque o vídeo parecia mais seguro do que presencialmente devido à pandemia (57%) e porque é muito conveniente ter acesso a partir de casa (55%). No futuro, 63% planejam ter componentes presenciais e virtuais em suas atividades de entretenimento.

Celebrações: As videochamadas foram utilizadas para celebrações pelo fato de o formato virtual ser mais seguro do que o presencial (63%) e para que se pudesse conviver com pessoas que não estavam por perto (47%). Quase metade dos respondentes (42%) planeja que suas futuras celebrações sejam apenas presenciais. O que eles alegaram não gostar nas comemorações virtuais é o sentimento de falta de uma conexão real.

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Redação
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