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Lula na ONU: um chamado pela governança da IA e ação climática

Na manhã desta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a palavra na abertura da 79ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, e sua mensagem reverberou em um eco de urgência e responsabilidade. Em um mundo onde a inteligência artificial se torna cada vez mais onipresente, Lula argumentou por uma regulação global que não apenas coíba abusos, mas que também represente verdadeiramente os interesses do “Sul global”.

Lula abordou a desigualdade na disseminação da tecnologia, afirmando que a IA, em vez de se tornar um instrumento de controle nas mãos de poucos, deve ser uma ferramenta emancipadora que respeite a diversidade cultural e os direitos humanos. Ele defendeu a criação de um fórum internacional onde todos os países possam participar ativamente da regulação dessa tecnologia, garantindo que ela contribua para a paz e o desenvolvimento social. “Necessitamos de uma governança intergovernamental da inteligência artificial, em que todos os Estados tenham assento”, enfatizou.

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O presidente também fez um apelo em relação às mudanças climáticas. Com o aumento das temperaturas e a frequência de desastres naturais, como furacões e secas, Lula enfatizou que o tempo para agir é agora. “O planeta já não espera para cobrar da próxima geração e está farto de acordos climáticos não cumpridos.” Ele criticou a ineficácia dos acordos climáticos passados, reafirmando que, embora o Brasil tenha conseguido reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% no último ano, a meta é erradicá-lo até 2030.

Relembrando que o Brasil será o anfitrião da COP-30 em 2025, Lula reforçou o compromisso do país em avançar para uma matriz energética limpa e em trabalhar pela descarbonização da economia. “Não é mais admissível pensar em soluções para as florestas tropicais sem ouvir os povos indígenas, comunidades tradicionais e todos aqueles que vivem nelas”.

Ao conectar a regulação da IA com a ação climática, Lula apresentou uma visão integrada para enfrentar os desafios globais. Ele concluiu seu discurso chamando à reforma da ONU e ao fortalecimento do multilateralismo, convocando os países a unirem esforços em busca de um futuro sustentável. “Não podemos esperar por outra tragédia mundial, como a Segunda Grande Guerra, para só então construir sobre os seus escombros uma nova governança global”, finaliza.

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