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IT Forum Praia do Forte: IA é para a empresa, não para a área de tecnologia

A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia para toda a empresa, não apenas para a área de TI. Esse foi o mote do debate entre os vencedores do prêmio Executivo de TI do Ano de 2024, apresentado na noite desta quarta-feira (21), durante a abertura do IT Forum Praia do Forte.

Participaram do debate Alaine Charchat, diretora Latam de IT&D do Grupo Reckitt; Caue Vicente, CTO da NUV Energia, do Grupo Vivaz; Marcello Borges, CIO da Queiroz Galvão; e Paulo Scrideli, vice-presidente sênior de Tecnologia e Digital da Sem Parar.

Leia mais: Conheça os vencedores do Prêmio Executivo de TI do Ano 2024

“O maior aprendizado é que a IA é para a empresa, não é para a área de tecnologia”, provocou Vicente, da NUV Energia, sobre a experiência da companhia com a IA. Para o executivo, uma estratégia de IA deve envolver todas as áreas da organização — do negócio às vendas e ao financeiro — para garantir que todas entendam a tecnologia e seu potencial. “Com isso, o sucesso da implementação acaba sendo muito grande”, anotou.

Alaine, do Grupo Reckitt, ecoou o ponto. Para a executiva, além das áreas de negócio, toda a liderança empresarial precisa ser educada no tema, incluindo diretores. A TI tem a responsabilidade de conduzir o processo, argumentou. “A gente participa da educação para entender a aplicação e, então, construir um roadmap. Senão, a gente acaba com muitas iniciativas e poucas ‘acabativas’ de sucesso”, brincou.

Scrideli, do Sem Parar, reforçou que o trabalho conjunto entre as áreas de toda a organização também é fundamental para evitar a chamada “ShadowAI“, ou o uso indevido de ferramentas por usuários fora da TI. “A TI tem o papel importante de ajudar a construir a governança e garantir que os investimentos sejam feitos da maneira adequada, sempre com a preocupação de entender as demandas do negócio”, disse.

Nesta dinâmica, Borges lembrou da pressão que as lideranças de tecnologia estão sofrendo pela adoção de IA e ressaltou que não se deve perder o foco no negócio: primeiro vem o problema, depois a tecnologia. “A IA não deve vir em primeiro lugar”, argumentou. “Primeiro vem o problema e, então, vamos ver qual o melhor caso de uso e qual tecnologia. Só então vamos aplicar algo para ter o melhor resultado.”

Na mesma linha, Alaine também discutiu a particularidade da IA, que não é um simples “produto de prateleira” para resolver os problemas de TI. “Não vamos usá-la necessariamente para todos os cenários. Então, temos que ter um pensamento estratégico, uma análise muito detalhada para avaliar o que a gente tem dentro de casa.”

Deborah Oliveira, diretora de Conteúdo do IT Forum e mediadora do painel, trouxe a discussão para o retorno sobre investimento (ROI) da IA. Segundo dados da pesquisa ‘Antes da TI, a Estratégia’, realizada pelo IT Forum, o tema de ROI é a principal preocupação das lideranças antes da adoção da IA.

“Como toda empresa que lida com inovação, a gente tem, sim, a fase de experimentação. Mas, quando a gente fala de massificar investimento, tem que ter retorno; senão, não para em pé”, concordou Borges, da Queiroz Galvão.

Scrideli compartilhou uma abordagem alternativa para o tema: a Sem Parar disse, não tem um orçamento dedicada à IA, mas sim um volume dedicado aos problemas de negócios. “A IA é mais uma ferramenta extremamente poderosa que a gente passa a ter nesse conjunto”, indicou. “É óbvio que trabalhamos com o conceito de ROI, mas o nosso modelo é muito mais em cima de versões evolutivas”.

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