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Invasões de contas usando dados roubados aumentam 84% no 1º trimestre

Invasões de contas estão se tornando cada vez mais comuns, a medida que os cibercriminosos conseguem acessar bancos de dados roubados de empresas e informações de pessoas físicas para depois aplicar golpes. Apenas no 1º trimestre de 2023, cerca de 87 mil contas foram invadidas utilizando dados vazados.

A informação é de um estudo da OLX e da Unico divulgado nessa segunda (19), que analisou dados do mercado brasileiro nos primeiros três meses do ano. Os acessos indevidos às contas representam crescimento de 84% em relação ao primeiro trimestre de 2022.

Leia também: Criptografia quântica é a próxima fronteira da cibersegurança

Segundo as empresas, isso é possível porque muitas pessoas costumam repetir senhas em mais de um site, e os fraudadores assim conseguem acessar vários serviços diferentes do mesmo usuário.

“Da mesma forma que adotamos medidas de segurança ao sair na rua, protegendo nossos celulares e carteiras, devemos fazer o mesmo no ambiente digital com nossos dados”, pondera em comunicado Beatriz Soares, vice-presidente de produto da OLX. “Utilizar senhas fortes e diferentes em cada site e app ajuda muito a manter os dados seguros, da mesma forma que não devemos compartilhar nossos dados em qualquer lugar.”

O estudo analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, apps e contas digitais de janeiro a março de 2023, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas online.

Dados demográficos

Segundo o estudo, São Paulo é o estado com mais contas invadidas a partir de dados roubados, com 40% do total. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 13%; Minas Gerais, 9%; e Paraná, 6%. Das contas invadidas, 75% foram acessadas de um Estado diferente de onde a conta foi cadastrada.

A maioria dos brasileiros que tiveram contas invadidas são homens (59%), contra 41% de mulheres. Dessas vítimas, 66% têm até 31 anos e 34% entre 32 e 45 anos.

Contas mais antigas também são mais visadas, pois são consideradas mais idôneas pelos sites devido ao tempo de criação e histórico de transações. Por isso os golpistas tem preferido utilizar dados de contas com mais de cinco anos, que são 63% das contas invadidas analisadas pelo estudo.

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