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Interação entre humanos e robôs avança, mas ainda há desafios

O avanço da robótica traz à tona dúvidas sobre o futuro das interações entre humanos e robôs. Como será essa relação?

Durante palestra na Campus Party, o psicólogo André Rabelo abordou o tema e traçou um paralelo entre o estágio atual desse tipo de tecnologia e suas aplicações e o que o futuro reserva. A conclusão é de que será uma relação cada vez mais próxima, mas ainda há importantes desafios pela frente.

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As tecnologias analisadas neste caso são os chamados robôs sociais, sistemas mecânicos desenvolvidos para se comunicar e interagir de forma efetiva com humanos (não são considerados drones e robôs destinados a guerras, por exemplo).

Rabelo explica qual o papel da psicologia em meio à discussão tecnológica. “A robótica tem como objetivo desenvolver sistemas para realizar tarefas e os robôs sociais têm como função primordial interagir com humanos. O conhecimento da psicologia tem sido importante para o setor e essas duas áreas vão se unir cada vez mais”, disse o psicólogo, que também comanda um canal com 190 mil seguidores no YouTube, o Minutos Psíquicos.

Atualmente, Rabelo avalia que os robôs já desenvolvidos contam com características como movimentação, reconhecimento de face e emoções, produção de fala e manuseio de objetos. Um dos casos já testados é a utilização para função de recepcionista em hotéis e universidades. “Claro que não é a conversa com um recepcionista humano, mas já é um avanço e algo que está acontecendo.”

Esse é justamente o fato que mais “preocupa” o psicólogo para o futuro: a substituição da força de trabalho por robôs, causando desempregos. “Eles já estão muito avançados. Mas na época da revolução industrial também teve essa preocupação. As máquinas realmente tomaram conta, mas surgiram outras áreas, como serviços. O futuro dirá a verdade”, acredita.

Desafios para o futuro
Ser indistinguível ainda deve demorar pelo menos 50 anos. Isto é, quando os robôs serão realmente parecidos com seres humanos a ponto de sequer reconhecermos quem é quem.

Os principais desafios psicológicos referem-se a contato visual, linguagem corporal e teoria da mente, por exemplo. O último é o que dita as interações sociais, por meio das capacidades do cérebro, como explica Rabelo. “É a capacidade de imaginar que os desejos e as intenções da outra pessoa. Usamos isso para nos comunicarmos no cotidiano. Se não conseguirmos imaginar as intenções e capacidades do outro, é difícil de se comunicar. É uma capacidade extremamente complexa que ainda estamos descobrindo.”

Outras questões são morfologia, processamento de linguagem, visão e inteligência artificial – capazes de compreender e armazenar conhecimento. O quesito que Rabelo seguramente acredita que será perfeitamente tangível aos robôs é a fala. “Reconhecimento de fala terá alta precisão e fala será próxima da fala humana. Já existem sistemas que são bastante realistas quanto a reconhecimento e produção das falas e nos próximos 50 anos seguro afirmar que essas capacidades serão altamente precisas”, conclui.

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Published by
Redação
Tags: Campus Party 2017destaquehumanos e robôsPsicologiarobôs
9 anos ago

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