A Intel está entrando no emergente mercado da “computação vestível” (wearable computing) com uma nova família de processadores de baixo consumo batizada de Quark. Segundo a empresa os chips Quark X1000 tem cerca de um quinto do tamanho, e consomem um décimo da energia, dos processadores da família Atom, que atualmente são seus chips mais eficientes.
Mas os processadores Atom são voltados para tablets e smartphones, enquanto os Quark serão usados em aparelhos que exigem consumo de energia ainda menor, como relógios inteligentes, óculos de realidade aumentada e dispositivos médicos que são usados junto ao corpo.
Segundo a presidente da Intel, Renee James, os Quark também são voltados à Internet das Coisas, onde objetos cotidianos ganham poder de computação e conectividade. Os chips foram apresentados durante o Intel Developer Forum (IDF), evento da empresa que acontece nesta semana em San Francisco, nos EUA.
Como parte de seus esforços no mercado de computadores vestíveis a Intel contratou o designer da Nike FuelBand, Steve Holmes, e o desenvolvedor dos óculos de realidade aumentada Oakley Airwave, Hans Moritz. A empresa também transferiu um alto executivo da área de mobilidade para um grupo de “novos dispositivos”.
O CEO da Intel, Brian Krzanich, mostrou protótipos iniciais de alguns aparelhos vestíveis, incluindo um relógio que parecia ser pouco mais que um processador preso a uma pulseira. Outro aparelho parecida com um bracelete plástico grandalhão.
A Intel não irá produzir aparelhos, mas irá criar designs de referência com os quais seus parceiros poderão trabalhar, como já faz com Ultrabooks e outros produtos.
Os processadores Quark também poderão ser usados em faróis de carros, segundo James, como parte de uma tecnologia anteriormente demonstrada que torna mais fácil para os motoristas enxergar quando há chuva ou neve à noite. A tecnologia detecta as gotas de chuva ou flocos de neve e desvia a luz deles, reduzindo reflexos e aumentando a visibilidade.
James também mostrou um protótipo de um adesivo médico que pode monitorar o batimento cardíaco, pressão arterial e outros sinais vitais do usuário, e enviar as informações diretamente para um médico.
O desafio da Intel tem sido reduzir o consumo de energia de seus processadores o bastante para entrar nestes mercados, e seus principais executivos parecem ter grandes expectativas para o Quark, visto como algo que “pode expandir as fronteiras de até onde a Intel pode ir”, disse Krzanich.
Os chips usam a arquitetura x86, a mesma dos PCs, e a Intel vem incentivando os desenvolvedores a criar novos aplicativos para a arquitetura. Clientes poderão solicitar versões customizadas do Quark, se necessário: “será fácil para nossos clientes adicionar sua propriedade intelectual a designs baseados no Quark”, disse Krzanich.
Mas grandes mudanças como a integração de memória DRAM aos chips podem ser difíceis num primeiro momento, embora possam se tornar mais fáceis à medida em que os chips evoluem. Clientes também poderão adicionar sensores e aceleradores, chips dedicados para processamento de sinais como som e imagem, aos chips.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Finatec anunciaram a criação do Hub de Inovação…
A inteligência artificial (IA) não tornará os trabalhadores obsoletos nem provocará uma substituição em massa…
América Latina e Caribe formalizaram, nesta quinta‑feira (18), a criação de um bloco regional para…
A Ford está expandindo sua atuação além do mercado automotivo e aposta em tecnologias de…
O mercado de trabalho segue com diversas oportunidades dentro do setor de Tecnologia, com vagas…
O governo da Índia e o Telegram travaram uma disputa regulatória nas semanas que antecederam…