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Intel 50 anos: da Lei de Moore aos chips de última geração

Era 18 de julho de 1968 quando Robert Noyce e Gordon Moore fundaram a Intel, companhia cujos chips alimentam hoje um sem número de computadores, drones, data centers e smartphones. Meio século depois e, para além das máquinas, as tecnologias da fabricante resultaram em novos padrões de economia e energia e na redução do tamanho dos processadores a ponto de caberem na ponta de um lápis.

Aproveitando a data, a companhia relembra alguns dos principais marcos de sua trajetória, que também integram a evolução da própria computação. Reunimos eles abaixo:

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A Lei de Moore

Em 1965, quando o circuito integrado tinha seis anos de vida, Gordon Moore definiu o princípio que orientaria o desenvolvimento dos microchips a partir de então. Ele previu que a quantidade e as possíveis aplicações dos componentes que poderiam caber em um microchip dobrariam aproximadamente a cada ano durante a década seguinte, uma regra que ficou conhecida como Lei de Moore.

“Os circuitos integrados possibilitarão maravilhas, como computadores para usar em casa, controles automáticos para carros e dispositivos portáteis para comunicação pessoal”, afirmou.

Em abril de 1969, a Intel apresentou seu primeiro produto: a memória estática de acesso aleatório 3101. No início, a empresa se dedicou totalmente à pesquisa e ao desenvolvimento a fim de aproveitar ao máximo seu começo enquanto empresa e a oportunidade de criar novas tecnologias em vez de simplesmente replicar ideias antigas. (*Tecnologia: Intel e Micron separam tecnologia 3D Xpoint)

Primeiro processador com um único chip: o 8080


O trabalho envolvendo o 8080, primeiro microprocessador com um chip único, teve início em 1972, em grande parte devido à perseverança de Federico Faggin – que já havia orientado o desenvolvimento do primeiro microprocessador do mundo (o 4004 de 4 bits, lançado em 1971), e do primeiro processador de 8 bits (o 8008, em 1972).

Antes mesmo que o projeto do 8008 fosse concluído, Faggin já estava convencido de que a Intel poderia fazer algo melhor. Tanto o 4004 quanto o 8008 funcionavam como componentes de quatro chips operando em conjunto, e suas aplicações práticas eram limitadas. Faggin queria criar um verdadeiro microprocessador de um único chip que oferecesse velocidade e facilidade de uso.

O processador finalizado foi revolucionário. Com um chip de 8 bits capaz de executar 290.000 operações por segundo, aproximadamente 10 vezes mais do que o 8008 realizava, o 8080 abriu caminho para milhares de dispositivos e tornou realidade a propagação dos microprocessadores.

Memória EPROM


Uma das invenções mais importantes dos tempos modernos teve sua origem em um revés de controle de qualidade. No outono de 1969, a Intel estava enfrentando problemas de confiabilidade com sua memória estática de acesso aleatório 1101 (SRAM), primeiro chip produzido em massa usando a tecnologia de semicondutores de óxido metálico. Dov Frohman investigou a questão exaustivamente, e suas descobertas o levaram a inventar a EPROM – sigla em inglês para memória programável apenas para leitura.

Frohman apresentou seu protótipo de EPROM em fevereiro de 1971 na Conferência de Circuitos de Estado Sólido da Filadélfia (EUA). Gordon Moore comentou sobre a demonstração: “Dov exibiu um filme mostrando o padrão de bits nas células da memória EPROM. À medida que as células eram expostas à luz ultravioleta, os bits acenderam um a um até formar o logotipo da Intel… Os bits foram se apagando e, quando o último desapareceu, toda a plateia aplaudiu. O trabalho de Dov foi eleito o melhor da conferência”.

Tudo em um: a família MCS-48


Em 1974, o potencial combinado dos microprocessadores e da memória EPROM, ambos introduzidos em 1971, começou a se revelar, mas os dois produtos precisavam ser comprados e instalados separadamente. Isso os tornou úteis para aplicativos personalizáveis, mas muito caros e complexos para uso em inúmeros dispositivos da vida moderna. Já os microcontroladores eram sistemas incorporados em um único pacote projetado para executar as mesmas funções de controle em tempo real: podiam ser produzidos e implantados em larga escala. Em outras palavras, eles eram capazes de equilibrar custo e usabilidade para criar um mundo baseado em sistemas semicondutores integrados. Percebendo esse potencial, a Intel se comprometeu em 1974 a desenvolver seu primeiro sistema de microcontroladores: a série MCS-48.

O 8086 e a Operação Crush

Decidida a ser a primeira empresa a oferecer um processador de 16 bits ao mercado, a Intel levou o 8086 da fase do projeto à disponibilidade comercial em aproximadamente 18 meses.

O 8086 utilizou uma arquitetura pioneira com novos níveis de desempenho e flexibilidade. Igualmente importante foi o fato de a Intel ter encarado o processador como parte de um sistema maior: o 8086 foi lançado com um conjunto inédito de produtos de suporte e ferramentas de desenvolvimento para ajudar as pessoas a usá-lo e foi projetado para ser o primeiro de uma série de chips compatíveis com versões anteriores.

“Desde que Morris Tanenbaum inaugurou a Era do Silício com a fabricação do primeiro transistor no Bell Labs em 1954, o computador pessoal tem passado por uma evolução transformadora. Desde o emblemático Intel 4004 até o revolucionário Ultrabook e os equipamentos 2 em 1, a Intel foi o centro de inovação nesse segmento ao longo de seus 50 anos de história, vem colaborando continuamente com o ecossistema tecnológico e seguirá redefinindo a experiência com os computadores pessoais”, declarou a companhia.

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Redação
8 anos ago

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