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Infraestrutura sob a demanda do crescimento

Quando a Azul iniciou sua operação no Brasil, precisava de uma infraestrutura de telefonia que atendesse sua necessidade. “Mas a história de uma startup é diferente, não há histórico. Não tinha métrica para escolher o equipamento. Para que comprar um PABX com dez mil ramais, se iríamos iniciar, na época, com trinta? Aí pensamos: precisamos de uma infra que nos atenda de acordo com a nossa demanda de crescimento”, conta Kleber Linhares, gerente de TI da Azul Linhas aéreas.

Assim, a solução deveria atender uma empresa que nasceu pequena, mas que tinha projeção de crescimento alto e rápido. Foi então que Linhares procurou a A Telecom, com quem já tinha trabalhado, na época em que atuou na concorrente Gol. Foi elaborado um projeto de rede MPLS com projeções de tráfego de dados e voz a fim de garantir que, caso necessária, a expansão fosse rápida, dado o dinamismo do mercado de aviação.

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A primeira providência foi realizar um consultoria de ativos de rede, feita pela A Telecom e a Siemens. O conceito de Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, em inglês) foi um dos principais diferenciais considerados pela companhia no momento da decisão. No conceito open SOA da Siemens os serviços de comunicação são disponibilizados para outras aplicações de negócios de forma independente, por meio de padrões abertos. Como utiliza o protocolo de comunicação SIP, a solução permite integração com diversos dispositivos de mercado, oferecendo ainda mais flexibilidade à Azul.

As soluções adquiridas foram um PABX hBCS 8000 hosted business comunication server, da Siemens (hospedado em data center); SIP Proxy; VoIP Assessment; tarifação centralizada; comunicações unificadas – OpenSacpe Xpressions da Siemens; Managed Services (NOC) para Open Scape Xpressions; gravação de chamadas – HiCorder Live Media.

“Do ponto de vista de TI, o projeto era o mais adequado, porque a própria Azul tem um perfil de inovação muito forte, aeronaves novas, territórios a serem explorados, e esse foi um ponto que facilitou a compreensão e assimilação de um projeto nunca antes feito no Brasil. O projeto da Azul foi o primeiro na América Latina”, diz Marcos Silva, gerente de negócios estratégicos da A Telecom.

A A Telecom participou do diagnóstico do problema, venda da tecnologia, treinamento, consultoria; implementação, suporte e manutenção; desenho do projeto e acompanhamento da venda. E, como foi o primeiro projeto na região, as companhias contaram com a ajuda de especialistas da própria Siemens.

A Azul tem o poder de definir e controlar a expansão da solução, ou seja, ampliar o serviço de comunicação hospedada para novos colaboradores. Com a adoção do conceito de comunicação como serviço (CaaS), a companhia pode implementar soluções de última geração com prazos mais curtos. Aplicações, terminais IP, softphones e gateways, além do licenciamento de software, são comercializados no modelo de serviços.

A simples edição ou remoção de perfis de usuários, por meio de um controle de licenças, possibilita que novos serviços de comunicação sejam disponibilizados aos colaboradores em questão de minutos.

A Azul iniciou o trabalho com 30 ramais e, hoje, são mais de 500. “Não fiquei com meu investimento ocioso. E a questão de telefonia é um ponto crítico, afinal é uma das contingências em casos de crises, e a solução supriu as necessidades de compliance com a Anac e os outros órgãos regulamentadores do setor”, afirma Linhares.

“O objetivo é replicar o modelo adotado para nossas bases de manutenção e nos aeroportos”, afirma Linhares, da Azul. Outra possibilidade em estudo é expandir a solução para os funcionários que atendem nos aeroportos.

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Redação
16 anos ago

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