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IA impulsiona ameaças e faz ciberataques dispararem, indica relatório da SEK

Ciberataques e vazamentos de dados aumentaram significativamente em 2024, graças a crescente sofisticação das ameaças e ao uso de inteligência artificial (IA) para fins maliciosos. É o que revela um relatório da SEK – chamado Think Ahead Report 2025 – lançado essa semana.

Segundo os dados, os ataques cibernéticos cresceram 44% em relação ao ano de 2023, com o setor de educação liderando o ranking de crescimento (75%), seguido pelo de saúde (47%).

Leia mais: Veeam reforça estratégia de resiliência de dados para enfrentar nova era dos ciberataques

A empresa diz no estudo que a IA se consolidou como arma no cenário da cibersegurança, capacitando criminosos a criar deepfakes, automatizar golpes de phishing e desenvolver ransomwares mais evasivos.

“Em 2025, sistemas baseados em aprendizado de máquina serão responsáveis por detectar 85% das ameaças cibernéticas em tempo real, segundo projeções do Google Cloud. Ao mesmo tempo, esses mesmos algoritmos alimentarão ataques de phishing tão personalizados que até os colaboradores mais cautelosos poderão ser enganados”, diz em comunicado Igor Ripoll, CEO da SEK.

Cenário internacional

A pesquisa mostra que os ataques de ransomware aumentaram 9,6% em 2024, com a América do Norte sendo o principal alvo dos criminosos (56% dos incidentes). A Europa, por sua vez, responde por 22% dos ataques de ransomware e 23% dos vazamentos de dados.

Já na Ásia, que registrou 11% dos ataques de ransomware e 10% dos vazamentos de dados, o rápido crescimento econômico e a adoção acelerada de tecnologias digitais abrem novas oportunidades para os cibercriminosos. Além disso, tensões geopolíticas na região podem contribuir para o aumento dos ataques.

“Na Europa, a preocupação com a conformidade regulatória e a proteção de dados robustos é um fator tanto de risco quanto de defesa. Já na Ásia, a rápida digitalização exige uma atenção redobrada à segurança, especialmente em meio a um ambiente geopolítico instável, onde os ciberataques podem escalar para conflitos mais amplos”, diz Fernando Galdino, diretor de portfólio e estratégia da SEK.

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