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A inteligência artificial está avançando para além dos ambientes digitais e ganhando espaço no mundo físico, com potencial para redefinir a forma como indústrias operam e integram pessoas e máquinas. É o que aponta o relatório “IA Física: Levando a colaboração humano-robô para o próximo nível”, divulgado pela Capgemini.
O estudo analisa a aplicação da IA em sistemas físicos capazes de perceber o ambiente, processar informações e executar ações de maneira autônoma. Segundo a pesquisa, 67% dos executivos globais consideram a tecnologia transformadora para seus setores, enquanto 66% a classificam como uma prioridade estratégica para os próximos anos.
A evolução da tecnologia é vista como uma mudança relevante em relação aos modelos tradicionais de automação. Em vez de atuarem apenas como ferramentas programadas para executar tarefas específicas, os robôs passam a desempenhar um papel mais ativo dentro das operações, colaborando diretamente com profissionais em diferentes ambientes de trabalho.
Para Pascal Brier, diretor de inovação e Membro do Comitê Executivo da Capgemini, o avanço da IA física ocorre em um momento de amadurecimento tecnológico. “o que é diferente hoje não é o ‘hype’, mas a convergência de maturidade em inteligência artificial, dados e engenharia. A oportunidade é real, desde que nos concentremos no que funciona em escala”.
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Os dados do levantamento mostram que 39% dos executivos enxergam alto valor no uso da IA para enriquecer o trabalho humano. Nesse modelo, a tecnologia assume atividades repetitivas e operacionais, permitindo que profissionais concentrem esforços em funções mais estratégicas, criativas e voltadas à inovação.
O relatório destaca ainda que a adoção em larga escala dependerá da capacidade das empresas de adaptar seus ambientes físicos e digitais, além de estabelecer mecanismos que garantam segurança, confiança e integração eficiente entre sistemas automatizados e equipes humanas.
A percepção do mercado é de que a tecnologia terá impacto direto sobre a competitividade das organizações. De acordo com o estudo, 64% dos líderes globais acreditam que a IA física se tornará um fator crítico para diferenciação competitiva. Além disso, 65% esperam alcançar a adoção em escala dessa tecnologia nos próximos cinco anos.
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