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IA na cibersegurança é prioridade das empresas, mas ritmo é menor do que parece

A inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquinas (machine learning, ou ML) já são reconhecidos como parte do futuro da cibersegurança, mas sua adoção está sendo feita de forma cautelosa pelos profissionais da área. Segundo pesquisa divulgada essa semana pela Check Point, as organizações ainda estão avaliando benefícios e riscos associados às ferramentas de modo a criar boas práticas que cumpram as regulamentações.

O Relatório de Segurança na Nuvem de 2024 da Check Point foi conduzido pela Cybersecurity Insiders em abril de 2024, e entrevistou 813 especialistas em segurança cibernética globalmente. Entre os participantes estão principalmente executivos, profissionais de segurança de TI e funcionários de empresas de vários setores e portes.

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Os dados foram obtidos a partir de entrevistas feitas no mundo todo, muito embora na amostra predominem os profissionais da América do Norte (82%). Segundo Itai Greenberg, Chief Strategy Officer da Check Point, os dados indicam “a necessidade urgente das organizações mudarem o seu foco para a implementação de medidas de prevenção de ameaças baseadas em IA”.

Quando questionados sobre a adoção de IA e ML em segurança cibernética em suas organizações, 61% descreveram as tecnologias como “em fases de planejamento” ou “desenvolvimento” – mais que os 24% que disseram “amadurecendo” ou “avançadas”. Outros 15% disseram que suas organizações não implementaram IA e ML na segurança cibernética.

Detecção de malware é a funcionalidade com IA mais usada, com 35% das respostas, seguida pela análise de comportamento do usuário e pela segurança da cadeia de suprimentos.

Futuro

Apesar da adoção lenta e cautelosa, a IA na segurança cibernética é quase universalmente considerada prioridade para o futuro, com 91% dos entrevistados classificando-a como tal. Apenas 9% disseram que é uma prioridade baixa ou não é uma prioridade.

Os entrevistados veem a promessa da IA para automatizar tarefas repetitivas e melhorar a detecção de anomalias e malware, com 48% identificando a área como a de maior potencial. Além disso, 41% vislumbram potencial no aprendizado por reforço para gerenciamento dinâmico da postura de segurança usando IA, mas apenas 18% atualmente usam a tecnologia para essa função.

Sobre o impacto da IA na força de trabalho de segurança cibernética, a pesquisa apontou que essa ainda é uma questão aberta: 49% identificaram novas habilidades necessárias pela IA e 35% notaram redefinição de funções de trabalho. Enquanto 33% disseram que o tamanho da força de trabalho foi reduzido como resultado da IA, 29% disseram o contrário, ou seja, que houve aumento.

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