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HRtechs brasileiras captam R$ 590 mi em 2024

As HRtechs brasileiras, startups que atuam no setor de recursos humanos, captaram R$ 590 milhões em investimentos ao longo de 2024, distribuídos em 25 transações. São no total 403 empresas ativas no País, atuando principalmente com educação corporativa (13,6% do total); processos seletivos (11,4%); saúde ocupacional e bem-estar (10,7%); benefícios (9,7%); e gestão de processos (8,9%).

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado recentemente pela Liga Ventures, em parceria com a GoGood. O estudo mostra que 80 startups utilizam inteligência artificial em aplicações como plataforma de recrutamento e seleção com IA, avaliação de desempenho automatizada, matching de talentos e vagas, treinamento e desenvolvimento personalizado, gestão inteligente de benefícios e people analytics preditivo.

Leia mais: Maioria dos pequenos negócios de MG avança em boas práticas ESG

“O mercado de HRTechs no Brasil entra em uma fase de consolidação: vimos nos últimos anos startups crescerem, se tornarem líderes de seus segmentos e iniciarem um movimento consistente de aquisições para ampliar portfólio e presença. A chegada da inteligência artificial generativa tende a acelerar ainda mais essa transformação – desde o recrutamento com experiências mais personalizadas, até o suporte ao desenvolvimento de talentos, à análise preditiva de dados de engajamento e ao redesenho de processos internos”, diz em comunicado Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures.

Com relação às tecnologias mais aplicadas, destacam-se Analytics (42%); banco de dados (22%); inteligência artificial (20%); APIs (17%) e dashboards (16%). Já referente ao público-alvo, o estudo mostra que 77% têm como foco o mercado B2B. A maioria está em São Paulo (58%), seguido por Minas Gerais (9%); Santa Catarina (9%); Paraná (5%); e Rio Grande do Sul (4%).

“Antes vista como uma área de apoio e apenas como geradora de despesas, o RH se tornou um centro estratégico de inovação para as empresas que buscam aumentar a eficiência de seu maior ativo, que são as pessoas”, explica Bruno Rodrigues, cofundador e CEO da GoGood.

O estudo considera dados da ferramenta Startup Scanner, plataforma criada pela Liga Ventures que identifica e acompanha dados de startups do Brasil e América Latina.

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