A maioria dos hospitais privados no Brasil já adota soluções digitais de suporte à decisão clínica para ajudar no atendimento ao paciente, revelou um estudo realizado pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) e a Wolters Kluwer Health. A pesquisa, feita com 74 instituições associadas à entidade, reflete como as ferramentas de suporte à decisão clínica podem contribuir para a evolução do setor.
Para Natália Cabrini, diretora de estratégia de mercado e comercial de global growth markets da Wolters Kluwer, analisar a maturação das instituições quanto à qualidade do cuidado e entender o nível de segurança dos pacientes é fundamental para identificar áreas que necessitam de aprimoramento.
“Acreditamos que a inovação tecnológica é uma poderosa aliada, capaz de redefinir os padrões de excelência na promoção da saúde e no atendimento aos pacientes”, reforça.
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Segundo o estudo, 78% dos hospitais utilizam algum recurso de suporte à decisão clínica para ajudar médicos e equipe clínica no atendimento ao paciente. A segurança do paciente, prevenir eventos adversos e ainda reduzir a variabilidade clínica indesejada, estão entre as principais utilidades das ferramentas de suporte à decisão clínica para os hospitais privados participantes da pesquisa.
Quanto à utilização dessas soluções para aprimorar o nível da qualidade do cuidado, 55% dos respondentes consideram extremamente relevante.
Entretanto, mesmo que 70% das instituições apontem que as equipes clínicas percebem a adoção de novas tecnologias com moderada ou alta receptividade, quando se trata de otimizar o uso tecnológico, considerando o fluxo de trabalho clínico, para 89% dos hospitais, o principal desafio é aumentar o engajamento das equipes na adesão de mudanças de processos ou adesão de novas tecnologias.
O estudo também buscou avaliar a percepção dos hospitais privados acerca do papel da telemedicina para o desenvolvimento do segmento de saúde. Para 47% dos respondentes, a telemedicina é muito importante no fluxo de atendimento ao paciente. Além disso, a pesquisa apontou que em 45% das instituições, a telemedicina é aplicada como opção de atendimento primário via teleconsultas.
Para 43% o recurso é utilizado em treinamento remoto da equipe clínica, em 32% na divulgação de resultados de exames, em 31% no monitoramento remoto de pacientes, em 18% na educação ao paciente e em 12% no processo inicial da admissão de pacientes.
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