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Hardware ou software? Tudo que queremos é estar conectados

Disponibilidade a qualquer momento, de qualquer lugar e por qualquer meio. Há algum tempo, esse tripé tem direcionado a estratégia de comunicação das empresas – seja dentro de casa, seja para com seus clientes –, e esse conceito levou ao aprimoramento constante dos dispositivos que usamos diariamente. Já não existem mais limites entre hardware e software. Afinal, a tecnologia, especialmente a internet, nos provou que um não vive (de maneira a explorar todo seu potencial) sem o outro. E que nenhum de nós vive sem… ambos.

Observo nas empresas que, independentemente do nível hierárquico, os colaboradores precisam ter acesso à informação dentro de um período que tem sido cada vez mais curto – aproximando-se do tempo real – e não importando se estão no escritório ou trabalhando de casa, no cliente ou em trânsito. Essa exigência fez com que, há cerca de uma década, surgisse o fenômeno que ficou conhecido como BYOD (Bring Your Own Device – em português, Traga Seu Próprio Dispositivo).

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No fundo, buscavam-se no ambiente corporativo a facilidade e usabilidade dos dispositivos pessoais, que, até então, eram (muito!) menos amigáveis. O mercado, em princípio, sofreu; depois, cedeu; e, então, entendeu a demanda: as pessoas só queriam uma comunicação fluida e eficaz. Com isso, foi possível que a indústria pudesse subverter a lógica do BYOD e lançasse tecnologias seguras, estáveis e simples, casando as necessidades do usuário com as necessidades corporativas.

Nesse cenário, a combinação hardware e software ganhou ainda mais relevância. Os dispositivos não podem ser engessados: além da interoperabilidade e integração com outros sistemas, as soluções devem ser desenhadas para os negócios e não o contrário, com o corporativo tendo que se adaptar às tecnologias domésticas. Foi preciso que os fabricantes repensassem seus produtos e buscassem equipamentos baseados em plataformas abertas para não ficarem restritos apenas às soluções de um único fornecedor e para que as empresas pudessem preservar investimentos anteriores.

Seguindo essa visão, a mobilidade segura é chave, inclusive a interna, dentro do ambiente empresarial. Por exemplo, a plataforma de comunicação precisa atender à necessidade de o colaborador mudar de estação de trabalho ou até mesmo de não ter baia fixa. Ele tem que chegar ao local e se conectar facilmente, e a qualidade do seu áudio deve garantir que ele quase se isole do restante das pessoas em um escritório open office durante uma ligação com cliente, por exemplo.

Outro exemplo prático foi o ganho de popularidade das videoconferências e das audioconferências, somado à necessidade de mobilidade e à mudança física e cultural dos ambientes de trabalho. Há no mercado um pequeno dispositivo – que cabe na palma da mão – pelo qual podem ser realizadas conferências de alta qualidade, em qualquer lugar, com um pareamento simples via Bluetooth. Essa inovação ilustra bem como é o comportamento do novo consumidor: tudo tem de ser móvel e realizado de forma fácil e intuitiva, proporcionando a mesma experiência dentro e fora do escritório.

Nessa esteira, existe também tecnologia para videoconferências em salas menores (huddle rooms, em inglês), que são cada vez mais comuns, especialmente em ambientes compartilhados.

Com todos esses pontos, já vislumbramos que a comunicação deve ser pensada holisticamente, orquestrando diversas necessidades e combinando voz, dados, vídeos e aplicativos de trabalho. Às aplicações de voz somaram-se as de vídeo e as de colaboração. Hoje, as pessoas não precisam apenas de voz. Faço analogia com um telefone: eu preciso que ele faça uma chamada, mas essa é apenas uma das funcionalidades (a que menos uso, assumo). E tudo que agregamos foi por meio da camada de software.

Além disso, é preciso que todos os aplicativos se falem e que ofereçam a mesma experiência em qualquer lugar, seja em casa, remoto, na empresa, em um espaço colaborativo, no aeroporto, etc. Não é aceitável que haja falhas no áudio ou no vídeo, porque ninguém pode perder o timing e, consequentemente, negócios.

Se já entendemos, há tempos, que colaboração e eficiência no ambiente de trabalho são cruciais, é preciso colocar – definitivamente – a tecnologia como facilitadora. E pouco importa qual o meio que seu cliente interno escolherá: tudo o que queremos é estar conectados.

*Caio Moreno é Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Avaya

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Redação
Tags: conectividadehardwaresoftwaretrabalho remotoVideoconferência
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