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GPTW: como as melhores para trabalhar em TI evitam a fuga de talentos

Qual o segredo das melhores empresas de TI para se trabalhar para garantir a permanência de seus talentos? Nesta segunda-feira (25), a Great Place to Work (GPTW), consultoria especializada em gestão de pessoas e conhecida pela certificação de “melhores empresas para se trabalhar”, divulgou a 19ª edição do ranking voltado para o mercado de tecnologia da informação (TI).

Nesta edição do estudo, um dos dados de destaque é a redução do chamado turnover voluntário – a taxa de colaboradores que decidem deixar as empresas em que estão. A taxa voluntária vem apresentando uma queda constante desde 2022, passando de 16% naquele ano para 9% nesta edição.

O dado demonstra que mesmo com um mercado aquecido, as empresas premiadas têm conseguido oferecer estruturas para a permanência de talentos.

Em relação ao principal motivo de permanência indicado pelos colaboradores, a oportunidade de crescimento e desenvolvimento continua sendo o destaque, citado por 38% das pessoas. O segundo tema citado é a qualidade de vida (34%). Esta diferença, de apenas quatro pontos percentuais, é a menor desde 2022, o que reforça a importância que o tema da flexibilização e qualidade de vida tem tido para os colaboradores do setor.

São citados ainda o alinhamento de valores (14%), a remuneração e benefícios (12%) e a estabilidade (2%).

Os dados também mostram uma tendência interessante em relação aos programas de desenvolvimento profissional oferecidos pelas empresas. Atividades de coaching  apresentaram queda abrupta de 50% em 2022 para 14% em 2024, que foi observada também em outras listas.

A mentoria, por sua vez, mesmo apresentando uma queda de 80% para 72% em relação à 2022, ainda é oferecida por sete a cada dez empresas premiadas. Segundo a GPTW, estes dados indicam uma mudança de foco no desenvolvimento profissional das empresas premiadas.

Nesta edição, 57% das empresas listadas pela GPTW TI oferecem bolsas de estudos para cursos de graduação ou pós-graduação, e 66% para cursos de idiomas. Além disso, 52% das empresas têm uma universidade corporativa e 49% disponibilizam verba para que o funcionário use no programa de desenvolvimento que quiser.

O perfil dos colaboradores e lideranças

A distribuição etária dos colaboradores e colaboradoras das empresas na GPTW TI tem mostrado uma transformação entre 2022 e 2024.

A proporção de funcionários com até 25 anos vem com um processo de queda constante desde 2022, representando este ano 13% dos colaboradores contra 21% de dois anos atrás. O grupo de 26-34 anos também tem apresentado uma tendência de queda, de 40% para 36%.

Em contrapartida, os grupos de 35 a 44 anos e 45 a 54 anos têm apresentado um crescimento, de 27% para 34% e de 9% para 13%, respectivamente. A faixa etária de 55 anos ou mais apresentou um pequeno crescimento nesta edição, de 3% para 4% em dois anos.

Nesta edição, 38% dos postos de trabalho das empresas premiadas são ocupados por mulheres. Isso representa uma queda de cinco pontos percentuais em relação a 2022. O percentual também é significativamente inferior à proporção de mulheres na demografia nacional, que foi de 51,5%.

É importante ressaltar que a categoria “outros gêneros” representou, nos últimos três anos, no máximo 2% dos colaboradores. Diante disso, é evidente a necessidade de uma contínua construção de ambientes que sejam mais inclusivos e que promovam maior igualdade de gênero, segundo a GPTW.

Em cargos de alta gestão, no entanto, houve um crescimento da participação de mulheres ao longo dos últimos três anos, passando de 23% em 2022 para 31% em 2024. Em média liderança tivemos um crescimento ainda mais expressivo, passando de 13% em 2022 para 36% nesta edição.

Entre os(as) CEOs das melhores empresas para se trabalhar, a idade média é de 48 anos e o tempo médio de casa, de 11 anos. A presença de mulheres no principal cargo executivo das empresas da lista Tecnologia da Informação ainda é baixa, perfazendo apenas 7% dos cargos.

Por outro lado, outras posições de liderança apresentaram uma variação negativa, com a participação feminina caindo de 46% em 2022 para 37% em 2024. Mesmo sendo um setor predominantemente masculino, as melhores mostram uma preocupação em avançar na igualdade de gênero em todos os níveis de gestão, diz a consultoria.

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