Os computadores mais rápidos do mundo rodam um chip chinês, e isso não passou despercebido pelo governo dos Estados Unidos.
Por isso, o governo americano montou um grupo especial para encorajar empresas locais a usarem tecnologias de chips feitos no país e resistirem à tentação de comprarem semicondutores chineses de preços baixos.
A Casa Branca estabeleceu nesta semana o chamado Semiconductor Working Group, um grupo consultivo público-privado que vai criar diretrizes de políticas e pesquisas para o desenvolvimento de semicondutores.
O objetivo final da iniciativa é reter a tecnologia líder para semicondutores nos EUA.
Os países estão promovendo uma batalha para construir os computadores mais rápidos do mundo, e chips desenvolvidos localmente estão no centro desta corrida. Os supercomputadores ajudam com projeções econômicas, desenvolvimento de armas, simulações científicas, e panoramas críticos para a segurança nacional.
Semicondutores avançados também vão impulsionar o desenvolvimento de carros autônomos, robôs, drones e satélites.
“Uma perda da liderança na inovação e produção de semicondutores poderia ter um impacto adverso significativo na economia dos EUA e até mesmo na segurança nacional”, afirma o diretor de Políticas de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, John Holdren.
O novo grupo também está encorajando o desenvolvimento de novos tipos de computadores. As empresas já estão desenvolvendo computadores e chips quânticos que replicam funcionalidades do cérebro, e que poderiam eventualmente substituir os PCs e chips atuais.
Sem mencionar a China, Holdren apontou que alguns países subsidiam o desenvolvimento de chips e entregam tecnologia inferior para as empresas americanas. O que, segundo ele, danifica o desenvolvimento de novas tecnologias para semicondutores.
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