Um grupo regulatório europeu focado em proteção de dados, o Grupo de Trabalho para o Artigo 29, pediu ao Google, na semana passada, que atrasasse a consolidação de sua política de privacidade, programada para 1º. de março de 2012. Tendo insistido repetidas vezes na última semana seu comprometimento com a privacidade dos usuários, o gigante de buscas negou o pedido.
Em carta, o grupo explicava que era necessário mais um prazo para garantir que não haja nenhum desentendimento no comprometimento da empresa com os direitos de informações dos usuários europeus.
O conselho global de privacidade do gigante de buscas, Peter Fleischer, explicou que os oficiais de proteção de dados europeus foram avisados sobre os detalhes antes de haver qualquer mudança na política do Google e que nenhum deles sugeriu que houvesse necessidade de atrasar a programação.
A decisão do Google de unir a política de privacidade de 60 de seus produtos, em um ambiente onde há 70 padrões sob a marca, foi anunciada há duas semanas. A ideia é integrar os dados do usuário e fazer correlações entre elas, o que daria ao gigante de buscas acesso a diversas informações sobre seus clientes. Um verdadeiro Big Brother (nota: quando dizemos verdadeiro, nos referimos ao Grande Irmão que tudo controlava no livro 1984, de George Orwell, e não da série de televisão que se vale da expressão).
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