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Geração Z é a que mais relata ter sofrido golpes pela internet

Um estudo da Akamai divulgado recentemente descobriu que a geração Z é a que mais relata ter sido vítima de golpes digitais. Apenas 44,76% dos respondentes entre 18 e 24 anos, e 45,33% das pessoas entre 24 e 29 anos, afirmam nunca ter sofrido um golpe.

São as únicas faixas de idade em que mais de metade das pessoas afirmam ter sido vítimas – na geração baby boomer (mais de 60 anos) são 52,38%. O número de pessoas na geração Z sofrendo golpes é 17% maior que entre os baby boomers.

Leia também: Geração Z e o mercado de trabalho: como se relacionam?

Os números brasileiros são semelhantes aos mundiais. Ano passado, pesquisa similar feita nos Estados Unidos pela Deloitte apontou que membros da geração Z sofriam três vezes mais golpes que os da geração baby boomer.

“Isso pode soar contra-intuitivo para muitos, inclusive para os próprios jovens”, pondera Helder Ferrão, gerente de estratégia de indústrias da Akamai LATAM. “Houve recentemente uma leva de notícias sobre empregadores reclamando dos mais jovens, de que chegam ao mercado sem saber conceitos básicos de informática, como o que são arquivos e pastas. Por sua experiência ser com celulares e tablets, mas não computadores.”

Geração Z: nativos digitais, pero no mucho

Segundo a Akamai, os mais jovens adotam novas tecnologias mais rápido: 75,52% das pessoas entre 18 e 24 anos afirmam usar Pix para compras online, número que vai caindo progressivamente conforme a idade, até chegar ao menor patamar (47,62%) entre maiores de 60 anos.

Esse gosto por inovação acaba expondo gente mais jovem a golpes, diz a Akamai. “O que realmente está acontecendo é que as gerações mais velhas confiam menos no celular. Pessoas com mais de 60 tendem a simplesmente não usar apps bancários porque não confiam na tecnologia”, diz.

“Se existe o golpista que faz de alvo o idoso”, conclui  Helder, “há também os especialistas em jovens. Esses golpes se baseiam em apps de namoro, apps de investimentos, apps para conseguir emprego.”

Segundo ele, golpistas circulam anúncios pelas redes favoritas dos jovens, como Instagram e TikTok.

Hábitos do consumidor

O golpe mais comum em qualquer faixa de idade foi comprar produtos e não receber, o que atingiu um em cada quatro brasileiros – e, curiosamente, a geração Z e os baby boomers empatam como mais atingidos, com quase 30% passando pela situação. O segundo golpe mais comum é ter o cartão clonado após uma compra num site: 14% dos brasileiros.

Nesse último caso, os consumidores entre 18 e 24 anos se saem melhor que qualquer outra faixa etária: apenas 9% passaram por isso, versus 17% dos com mais de 60. Nesse golpe em particular, os baby boomers tem o dobro de chance de cair que os mais jovens.

O relatório completo, na forma de e-book, pode ser baixado nesse link.

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