Brasil é potência em cibersegurança na América Latina, diz Fortinet

Martin Hoz, VP regional de engenharia da empresa, explica diferenciais e estratégias de segurança para a região

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6:00 pm - 24 de outubro de 2022
Martin Hoz, vice-presidente regional de engenharia de Fortinet para América Latina Martin Hoz, vice-presidente regional de engenharia de Fortinet para América Latina

Os países da América Latina têm muito em comum: sofrem com crises econômicas em diversos momentos da história, possuem certa faltas de transparência em serviços governamentais e dificuldades em momentos simples do dia a dia, como a fila de um banco ou de um supermercado. Para Martin Hoz, vice-presidente regional de engenharia de Fortinet para América Latina, apesar dos componentes sociais e econômicos, a América Latina também têm atributos únicos na área de tecnologia e segurança da informação.

“Uma dificuldade geral, por exemplo, é que são usadas, em sua maioria, tecnologias feitas nos Estados Unidos, mas nem todos têm facilidade de entender as aplicações em inglês”, diz o executivo durante o Xperts Summit, evento realizado pela Fortinet em Cancun*, no México, entre segunda (24) e quarta (26).

Em um contexto maior, segundo o executivo, antes a região estava atrasada em relação aos EUA e à Europa. “Deixamos de comprar tecnologia por algum tempo. A partir dos anos 2000, muitas empresas começaram a se preocupar com a tecnologia para suas necessidades. Graças à internet e à mobilidade, a tecnologia passou a ser um diferencial competitivo.”

Hoje, o executivo afirma que o Brasil, México, Colômbia e Argentina são potenciais mercados no setor de cibersegurança. “Temos um maior PIB nesses países, os negócios de tecnologia se tornaram mais cruciais com a aceleração da transformação digital. Não havia gente que se dedicada a cibersegurança antes, agora sim. Muitas pessoas aproveitaram o momento que estamos como sociedade para se aprofundar no assunto.”

Esses detalhes fizeram a Fortinet mudar de estratégia na região. Antes, todos os países do continente faziam parte de um grupo unificado chamado “Américas”. Em abril de 2021, tornou-se América Latina e Canadá.

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“Nos demos conta que América Latina tinha particularidades e que precisávamos tropicalizar os serviços. Existem pontos culturais, como responder independente do horário comercial ou ter a tecnologia em espanhol e português, que precisam ser feitas. E fazer isso causou uma boa impressão e tivemos um crescimento acelerado”, comenta Martin.

A presença do Canadá, explica, aconteceu por ter um processo parecido. “Temos Quebec, que fala francês, tem uma moeda diferente dos EUA e uma riqueza cultural importante por ser um país de imigrantes. Quando o corporativo entendeu essas similaridades, colocou os países para trabalharem perto. Temos mais em comum do que parece. Inclusive, muitos engenheiros da América Latina já iam ao Canadá trabalhar e vice-versa, o intercâmbio já era natural.”

Dentro dessa estratégia, o foco da companhia é seguir integrando e buscando a eficiência em custos, agilidade e atendimento local para atender as demandas. A Fortinet continuará expandindo com o suporte regional. Além das pessoas de vendas, há times que exploram as ameaças no Brasil, México, Canadá, Argentina, entre outros. Atualmente, são mais de mil pessoas focadas na América Latina.

Globalmente, o Xperts Summit busca demostrar que a estratégia da Fortinet é diminuir a complexidade da segurança para os clientes. “As empresas possuem mais de 20 tecnologias diferentes e isso torna o processo bastante difícil. Nós queremos simplificar esse processo. No evento, damos contextos para os engenheiros sobre cada vertical para que seja possível atender as empresas de cada setor”, resume o executivo.

Fazendo uma analogia a um hospital, a Fortinet possui uma camada de engenheiros que seriam como generalistas e outra camada de profissionais que seriam os especialistas e que poderiam fazer tratamentos mais profundos.

“Apesar das diferentes especialidades, em um momento crítico, precisamos ter apenas um diagnóstico independente do profissional e um caminho de tratamento a ser seguido. O que estamos desenhando é como podemos resolver os problemas do cliente de forma ágil, com menos custos e mais eficiência”, complementa Martin.

* a jornalista viajou à Cancun a convite da Fortinet

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