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Folguedos de domingo

Como? Piropo sem cópia de segurança?

Eu não me dei ao trabalho de tentar recuperar fisicamente o disco rígido. Talvez isto até fosse possível, mas definitivamente não valeria a pena: os preços dos discos magnéticos caíram tanto nos últimos anos que a relação custo/benefício dificilmente seria favorável. E se a tecnologia SMART dava conta que o limiar de um dos atributos havia sido excedido (embora não informasse qual), caso eu recuperasse o disco seria apenas uma questão de tempo para que este mesmo atributo ? ou outro qualquer ? viesse a falhar. Se o sistema recomendava trocar o disco, então vamos trocar o disco.

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O problema é que, daquele disco, eu não tinha cópia de segurança.

Mas não foi preciso fazer a cara de desespero do personagem da figura 2 (obtida no sítio da American Urbex). E antes que um sorriso de mofo se estampe na face de alguns leitores, convém explicar como organizo as coisas nesta máquina que vos fala, minha máquina principal, a máquina de trabalho ligada à minha rede doméstica.

Conectados a suas portas SATA, além de dois acionadores de discos óticos (um DVD e um BluRay), há dois discos. O primeiro, do sistema, que recebe o designador “C:”, só serve para isto mesmo: armazenar o sistema operacional, no caso Windows 7. É um disco de apenas 223 GB mas é muito rápido por se tratar de um “disco de estado sólido”. Este, felizmente, passa muito bem, obrigado, ainda não apresentou qualquer defeito e é capaz de assegurar a partida da máquina e carregar o sistema em menos de um minuto.

O segundo, justamente o que sucumbiu para entristecer meu domingo e que ostentava o designador “D:”, era um SATA de 500 GB que armazena principalmente os arquivos executáveis e bibliotecas de ligação dinâmica dos programas. Ou seja: é nele (e não no “C:”) que instalo os programas. Os poucos arquivos de dados que contém ou são temporários ou estão sincronizados com seus correspondentes “na nuvem” (graças ao Dropbox, um recurso excelente sobre o qual um dia pretendo escrever aqui).

Por isto não me dou ao trabalho de fazer cópias de segurança de nenhum dos dois. Tenho, é verdade, um “disco de recuperação do sistema” que, em caso de falha da unidade “C:” me permite recuperar a instalação do sistema operacional. Já da unidade “D:” acho desnecessário pois para recuperar praticamente tudo o que há nela basta reinstalar os programas ? cujos arquivos de instalação permanecem bem guardados seja nos CDs originais seja em lugar seguro juntamente com meus dados.

E os dados? Se não estão nas unidades “C:” nem “D:”, as únicas existentes na máquina, onde estarão?

Ora, como bem sabem os que costumam ler minhas colunas, meus dados se abrigam na segurança quase inexpugnável de uma unidade Iomega de armazenamento em rede (“NAS”, de “Network Attached Storage“) de um TB de capacidade com espelhamento em RAID. E deles, sim, tenho cópia de segurança. Não por acaso em outra unidade de armazenamento autônoma, conectada à minha rede privada do escritório, a alguns quilômetros de distância desta, de modo que os dados estão seguros mesmo em caso de incêndio (acha que sou maníaco por segurança? Pois sou mesmo).

Então, se eu simplesmente removesse o disco defeituoso e o substituísse por um novo, virgem, todo o prejuízo se resumiria a ter que reinstalar os programas.

Mas não era isto o que eu queria. Primeiro, porque daria um trabalho insano. Depois, porque demoraria meses até que tudo ficasse nos conformes, configurado do jeitinho que está agora. E, finalmente, porque querendo ou não, sempre há um ou outro arquivo, destes que eu considero temporários e não me dou ao trabalho de gravar no NAS, ou entre os baixados da Internet que por uma ou outra razão eu não os guardei em lugar seguro, e mesmo não sendo importantes, não me agrada a ideia de perdê-los (não disse que sou maníaco?).

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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