Nessa semana, o Facebook fechou sua divisão incubadora de aplicações e retirou três aplicativos experimentais para Android e iOS que sua equipe criou da Google Play e App Store.
A companhia informou que não suportará ou atualizará mais o “Rooms”, um aplicativo que permite que usuários criem de forma anônima pequenas comunidades online; o “Slingshot”, um aplicativo de mensagens efêmero (parecido com o Snapchat); e o app de vídeo “Riff”.
“Desde seus lançamentos, nós incorporamos elementos do Slingshot, Riff e Rooms no app do Facebook para Android e iOS”, disse a companhia em comunicado. “Nós não atualizamos esses apps há um tempo e nós decidimos oficialmente acabar com o suporte”.
A equipe do Creative Labs também desenvolveu uma série de outros aplicativos independentes que continuarão disponíveis, incluindo o Groups, Mentions, Moments e Paper.
Aparentemente, a companhia quer focar seus esforços no desenvolvimento de produtos-chave, mas o movimento também pode sugerir uma nova abordagem de inovação do Facebook, na qual ideias inicias e projetos experimentais podem ser mantidos sob segredo.
“Eu suspeito que eles tenham outros esforços em apps em andamento que nós simplesmente não sabemos sobre”, disse Brian Blau, diretor de pesquisa do Gartner.
O Creative Labs foi posicionado como uma iniciativa semelhante ao modelo de startup para funcionários desenvolverem aplicativos experimentais e experiências sem a pressão de expectativas grandiosas. “Apesar de sua origem, uma startup é um empreendimento bem arriscado. A maioria não tem sucesso”, salienta Blau.
É provável que o Facebook seja mais reservado e precavido com futuros lançamentos de produtos, seguindo o retorno morno que o “Graph Search” teve e o completo fracasso do “Facebook Home”, software projetado para adicionar mais ganchos do Facebook para aparelhos Android.
“Eu penso que o Facebook aprendeu lições valiosas com esses fracassos”, avalia Blau. Ele também indica que muitas companhias aprenderam com a estratégia silenciosa da Apple no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos. Tal abordagem leva a uma menor atenção negativa quando os resultados são apresentados, de acordo com Blau.
“Por muito tempo, o Facebook não tem tido um bom histórico no desenvolvimento orgânico de aplicativos e em torná-los tão populares como outros serviços do Facebook”, diz. E apesar dos aplicativos feitos pelo Creative Labs simplesmente terem fracassado em atrair usuários na maioria dos casos, “nem todos os esforços precisam resultar em um app de um bilhão de pessoas”, resume Blau.
Em resumo, o Facebook não tem medo de falhar ao testar ideias experimentais, mas ele ganha pouco ao fazê-lo de forma pública.
E apesar do fim do Creative Labs, a dinâmica de desenvolvimento da maioria dos apps populares e serviços do Facebook, incluindo Messenger, WhatsApp, Instagram, Oculus e o próprio Facebook.com, sugerem que a companhia entrou em uma nova fase de inovação interna.
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