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A importância da tecnologia da informação como propulsora da inovação no mercado financeiro é reconhecida tanto pelos altos dirigentes como pelos principais executivos de TI. ?No entanto, a participação da TI não é muito cobrada em termos de inovação, e as áreas de negócios continuam a considerá-la como suporte?, analisa Mauro Peres, a partir de duas pesquisas realizadas pela IDC entre 2006 e 2007, para medir o grau de inovação da TI nos bancos e seguradoras brasileiras.
Peres destaca a necessidade de que a TI seja mais proativa em relação à inovação. Uma das conclusões da pesquisa mostra que os CIOs do mercado financeiro consideram como tecnologias mais inovadoras a Web 2.0, mobile banking, IPTV, virtualização, teleconferência e VoIP, entre outras. No entanto, quando questionados sobre as previsões de investimentos para 2008/09, mostraram-se conservadores: as tecnologias mais maduras, como VoIP e digitalização, aparecem no topo das prioridades. ?Apenas 20% deles planejam iniciativas relacionadas a Web 2.0?, comenta Peres.
O equilíbrio aparece apenas em relação à arquitetura orientada a serviço (SOA), já que a mesma proporção de CIOs que a consideram como inovação tem projetos na área. Outra conclusão do estudo é que grande parte dos dirigentes de TI reconhecem que deveriam ser mais inovadores. ?Eles apontam falta de tempo e cultura interna como os principais obstáculos à inovação?, explica o pesquisador.
Os CIOs entrevistados afirmam que, em média, 14% do orçamento de TI destina-se à inovação. ?Mas este índice só faz sentido quando observamos quais tecnologias são consideradas inovadoras por eles. É questionável o quanto VoIP, por exemplo, ainda é novidade?, avalia Peres. Em sua opinião, a TI precisa começar a olhar mais para o negócio da companhia e lançar as bases da inovação mais em termos de produtos e ofertas ao cliente, em vez de concentrar todos os esforços em si mesma.
Pamela Sousa
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