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Fábio Faria foca crescimento e internacionalização

Existe receita para uma boa estratégia de TI? Talvez, não. Mas Fabio Faria, diretor de TI corporativa da Votorantim Holding, ao longo de seus mais de oito anos de casa, parece ter conseguido um formato interessante e que produz resultados positivos à empresa. Um dos segredos do executivo é olhar a estratégia de negócio de todo o grupo com muito detalhe, incluindo as metas. Ele afirma que todas as áreas que prestam serviço na companhia, e não apenas a TI, têm como linha seguir um padrão de operação e gestão de nível global, principalmente, pela forte inclinação à internacionalização.

?Olhamos para essas premissas para desenhar a estratégia de TI e buscamos forte padronização de todos os serviços, assim como a infraestrutura escalável, replicável e colaborativa?, pontua Faria, vencedor do prêmio Executivo de TI do Ano na categoria Estratégia de TI. E essa abordagem se mostra essencial em um grupo que atua em segmentos diversos como a Votorantim, que tem sua atuação dividida em três blocos: industrial, financeiro e novos negócios.

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Além dessa visão global do grupo e um relacionamento estreito com as áreas de negócios e com os responsáveis pela TI das companhias que compõem a holding, Faria demonstra grande preocupação com a qualidade dos processos e com padrões de governança. O principal framework usado é o Cobit e, como ressalta o executivo, dos 34 processos, o nível mínimo em que a holding se enquadra é o três, mas tem alguns processos com níveis maiores. Eles contam ainda com ITIL, PMI, o que levou à conquista de certificações como o SAS 70 ? hoje ISAE 3402.

E todo esse esforço, não é porque eles gostam de certificações e querem um selo a mais para mostrar ao mercado. ?É necessidade, quando olhamos para estratégia que é internacionalização, não adianta chegar com padrões brasileiros que não têm representatividade?, avalia. Com as metodologias consagradas implantadas, eles chegam para uma incorporação ou debate no exterior e são encarados de outra forma, mostra maturidade da empresa e preocupação com qualidade.

Questionado se a internacionalização tem sido o principal foco no desenho da estratégia de TI, Faria diz que não. Aponta o crescimento do grupo ? inclusive por meio de aquisições ? como ponto central das discussões sobre o plano de execução da tecnologia. Toda a estratégia, aliás, é revista anualmente. Existe um evento interno, chamado Ebitda Day, que dura uma semana, onde se discute a meta e a estratégia de cada unidade e, a partir disso, eles fecham todo o planejamento estratégico para o curto prazo. ?É sempre fechado com acionistas, diretores e gerentes. Não percebemos, no mercado, um evento estruturado e com participação de todos para se tomar decisões?, analisa, lembrando que sua área participa ativamente do encontro, já que as decisões lá tomadas influenciam os trabalhos da TI.

Esse debate também existe com os gestores de TI das áreas de negócio. Por meio de reuniões frequentes, são discutidas as oportunidades de melhorar a estratégia de TI. ?É um trabalho colegiado e democrático. Toda boa ideia é bem-vinda e isso permitiu que criássemos essa plataforma global, que considero uma cloud privada?, comenta. Essa nuvem, como classifica Faria, permite, de acordo com o executivo, atender a qualquer necessidade do negócio de forma rápida, no formato plug and play, algo muito valorizado pelas unidades de negócio, que buscam qualidade, disponibilidade e agilidade. ?Incorporamos empresas em tempo muito curto e em localidades que não são simples. Temos uma plataforma muito robusta e, quando falo de escala, é isso, hoje tenho 20 países e amanhã posso ter 50.?

Como ficou a categoria:
1º Fabio Faria, Votorantim Holding
2º Fernando Birman, Rhodia Poliamida
3º Curt Zimmerman, BRF Brasil Foods

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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