Os Estados Unidos (EUA) e o Reino Unido decidiram não assinar a declaração da Cúpula de Inteligência Artificial de Paris, realizada nesta terça-feira (11), que estabelece diretrizes para uma IA aberta, inclusiva e transparente. O documento foi aprovado por 58 países, incluindo a China e membros da União Europeia, e propõe que a tecnologia seja desenvolvida de maneira ética, segura e confiável.
A decisão britânica foi justificada pela falta de clareza prática sobre governança global e pela ausência de uma abordagem mais robusta para questões de segurança nacional. Representantes do governo alegaram que o documento não detalha suficientemente a gestão global da tecnologia nem enfrenta os desafios ligados à proteção dos países.
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Os Estados Unidos também optaram por não assinar o documento. O vice-presidente JD Vance participou da cúpula e expressou preocupação com possíveis impactos de regulações excessivas sobre a inovação. A posição norte-americana reforça a estratégia do governo de Donald Trump em manter a liderança global dos EUA na área de IA e evitar qualquer medida que possa restringir seu desenvolvimento tecnológico.
A tensão entre os EUA e a China também permeou as discussões, com críticas a parcerias com governos considerados autoritários. Os representantes norte-americanos alertaram para os riscos de colaboração com certos países, mencionando setores tecnológicos estratégicos como a infraestrutura de comunicação. Pequim, por sua vez, manteve uma postura mais discreta durante os debates.
A recusa de dois dos principais centros de inovação mundial em aderir ao documento gera incertezas sobre os rumos da regulação global da IA e destaca a divergência entre potências tecnológicas sobre como equilibrar desenvolvimento e segurança.
*Com informações do g1
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