All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Especial Carreira: 5 anos – a geração conectada e competitiva

Há algo que os iniciantes na carreira podem ter certeza: o futuro será ainda mais dinâmico do que foi com seus antecessores. Tudo que as gerações mais velhas construíram será cada vez mais usado por mais pessoas. Estes apontamentos sinalizam a rotina dos próximos anos. As empresas devem ganhar o mundo virtual, com as operações além de uma base física ficando evidentes.

Mesmo um profissional mais técnico já sabe isso de cor. O desenvolvedor de qualificação da HP, Juliano Vacaro, cinco anos de carreira, tem um projeto no currículo que mostra esta tendência. Ele ajudou a criar um sistema de diagnóstico remoto para concessionárias da Fiat e fala com entusiasmo da iniciativa. “Foi uma forma de ligar o conhecimento dos técnicos da fábrica com as oficinas”, explica. Na PUC do Rio Grande do Sul, onde se formou em Ciências da Computação, foi bolsista de projetos de iniciação científica na área de interface de redes. Depois, passou pelo Banrisul. Logo após, cursou mestrado. Na HP, Vacaro cuida da qualidade dos produtos.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Para se ter uma idéia de como o novo mundo está impregnado neste profissional iniciante, basta perguntar a ele sobre as tecnologias que gosta e pretende se especializar. Vacaro não cita qualquer jargão técnico: é mobilidade e segurança. São conceitos mais digeríveis às áreas de negócio e que, no fundo, traduzem as estratégias de muitas empresas. “Conheço tecnologia, mas sei que ela precisa ter uma função”, comenta. A geração mais nova trará impactos significantes no mercado como um todo, apontam especialistas.

Enquanto os mais velhos tinham grandes projetos de sites na web, os jovens fazem isso por brincadeira. “Quando estava no colégio criei um site de notícias e outro sobre doenças sexualmente transmissíveis”, lembra o analista de sistemas da Cotia Trading, Henrique de Lima Coelho, seis anos de carreira. A atividade serviu para que ele tivesse muita facilidade em sua vida dentro de empresas como a TAM, na qual ajudou a criar o portal para agências de viagem. Além disto, Coelho não descuida dos estudos. Seu aprimoramento sobre Oracle, Delphi e programação web é tão rigoroso quanto o de administração e finanças. “Pretendo fazer um MBA no ano que vem e fazer intercâmbio para aprender inglês”, planeja.

Naturalmente

A nova geração não se preocupa com a mistura entre tecnologia e negócios. É um processo natural na formação. Eles sabem do dinamismo do mercado de trabalho e que qualquer plano de carreira pode ser mudado de uma hora pra outra. Por isso, preferem metas de curto prazo. “Hoje, um adolescente de 15 anos tem muita informação técnica por meio de publicações e sites. A profissão mudou muito”, comenta Lima.

eu próximo passo será se tornar analista de negócios e planejar o que os técnicos terão de seguir. A preparação de Lima é ainda maior: lê ao menos um jornal por dia e acompanha o noticiário online sobre praticamente todos os assuntos. “É importante ter o conhecimento geral, a gente nunca sabe de que empresa ou área pode vir a próxima oportunidade”, enfatiza.

A visão de Lima é algo novo. Mais do que chamá-los de a geração da web, dos smartphones e das redes sociais, há de entender que eles são os filhos da competitividade. Estão prontos pra tudo. Justamente por esta razão não é surpresa ouvir da coordenadora de entrega de serviços da Atos Origin, Raquel Bastos, até onde ela pretende chegar em seus planos profissionais. “Quero ser presidente da empresa”, enfatiza.

Mesmo sendo técnica de formação, Raquel sempre teve convicção de que seria convidada para uma área de gerência. Hoje, ela coordena 20 técnicos e cuida para que os acordos de entrega de serviço (SLAs, na sigla em inglês) sejam cumpridos. Seus conhecimentos técnicos são ainda muito necessários nesta rotina, mas a carreira dela segue rumo diferente da de seus subordinados. “Quero conquistar outras gerências que venham a surgir da mistura entre TI e negócios”, considera. “Entrando por este caminho, a presidência de uma empresa é o maior objetivo que se pode ter”, declara. Sua visão de futuro é aquilo que muitas empresas colocam como planejamento e cultura organizacional. Longe de ser pretensiosa, a postura da Raquel reflete uma opinião comum entre os profissionais mais jovens. Eles querem ganhar o mundo. 

Além do analista sênior

Quem não vê vantagem em optar por desafios gerenciais pode escolher uma carreira técnica tradicional. Em empresas usuárias, o mercado de trabalho não é tão grande quanto já foi, mas nas prestadoras de serviço ou nos fabricantes de tecnologia o campo é amplo. Companhias como IBM, HP e EDS têm planos de carreira transparente sobre isto e, quando uma pessoa decide seguir o caminho dos bits e bytes, recebe todo o apoio do RH.

As empresas costumam chamar isso de carreira em Y. Funciona como uma forma de promoção horizontal e há algumas vantagens. Ao adotar este esquema, as companhias evitam desgastes dos profissionais e valorizam o capital humano que possuem, mesmo porque nem sempre um ótimo técnico terá uma boa atuação como gestor. “O profissional deve ter liberdade para escolher de acordo com seu talento e seu plano de vida”, diz o diretor de recursos humanos da HP, Jair Pianucci.

Na HP, a carreira técnica tem cinco níveis e quem é mestre ou especialista é tão respeitado quanto um gerente ou diretor. Financeiramente, as escolhas se equivalem em empresas fornecedoras de TI. Com isso, não deixa de ser uma boa opção se tornar um exímio especialista em tecnologia e ficar afastado da rotina diária dos negócios. “Ainda existe muito o mito de que ascensão profissional se dá apenas ao se tornar gestor de pessoas”, aponta a diretora de RH da EDS para a América Latina, Patrícia Franzini. Para ela, esta visão se modificou e o conceito de carreira em Y tem feito sucesso para adequar o talento de cada profissional onde ele será melhor usado. 

Leia mais:

Especial Carreira: Oportunidades e Formação em TI

Especial Carreira: Trace seu caminho

Next Especial Carreira: 5 anos - a geração conectada e competitiva »
Previous « Google Chrome é mais rápido que Firefox e IE, comprovam testes
Share
Published by
Redação
18 anos ago

    Related Post

  • HPE coloca a rede no centro da era agêntica e mira mercado de energia como próximo desafio
  • Unimed-BH migra 500 servidores em três meses após reajuste
  • SpaceX projeta receita de US$ 1 trilhão até 2030 e amplia debate sobre valuation após IPO histórico

Recent Posts

  • Artigos

Fiscalização, fraude e PIX: os riscos de um sistema que sabe tudo, mas pode errar

Por Rafaela Helbing A obrigatoriedade de declarar transações via PIX no Imposto de Renda é…

2 horas ago
  • Notícias

HPE coloca a rede no centro da era agêntica e mira mercado de energia como próximo desafio

A inteligência artificial chegou a um ponto em que a disputa por modelos mais potentes…

3 horas ago
  • Notícias

IA acelera 16 vezes cibercrime global e reduz tempo de reação das empresas, aponta estudo

O avanço da inteligência artificial (IA) generativa está transformando o cibercrime em uma operação muito…

4 horas ago
  • Notícias

Fortinet identifica mais de 1.140 domínios maliciosos ligados à Copa do Mundo de 2026

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 tem impulsionado não apenas o interesse dos…

5 horas ago
  • Notícias

Mercado de SaaS na América Latina deve atingir US$ 46 bilhões até 2027, com Brasil liderando crescimento

O mercado de Software como Serviço (SaaS) na América Latina deve movimentar US$ 46 bilhões…

5 horas ago
  • Notícias

SpaceX projeta receita de US$ 1 trilhão até 2030 e amplia debate sobre valuation após IPO histórico

A SpaceX elevou as expectativas do mercado sobre seu potencial de crescimento após seu IPO…

7 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L