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Especial: a morte do IE6 será lenta e indolor

Se o casamento entre o mundo corporativo e o Internet Explorer 6 está longe de ser estável, o término dele também não é algo esperado para os próximos dias ou semanas. O software, lançado em 2001, ainda sobrevive em muitas infraestruturas de TI e, mesmo que todas as empresas do mundo o rejeitassem hoje, todo o processo de modernização levaria meses de planos de trabalho, homologações e testes. “A migração não é fácil e envolve muito trabalho em cima dos ERPs, banco de dados ou sistemas integrados via web”, explica o gerente de suporte da Faculdade Impacta Tecnologia, Nilson Acácio Ramalho.

A instituição tem cerca de 200 máquinas que rodam o software antigo. O IE6 é necessário para muitos aplicativos internos funcionarem. Mas isto só é regra para os funcionários da Impacta. Os alunos dos cursos de tecnologia têm independência para trabalhar com o IE8, Firefox ou qualquer outro programa. É um contrassenso? Longe disso. 

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Confira o especial completo do Internet Explorer 6  

Os browsers mais modernos são essenciais para a formação desses futuros profissionais e uma instituição de ensino tem o dever de colocar o aluno em contato com o que existe de mais atual. Por outro lado, a infraestrutura de TI da Impacta não é nova e os aplicativos de uso interno para funcionários foram desenvolvidos na época de lançamento do IE6. Mesmo sem estar com a última palavra em tecnologia de acesso à web em seus computadores, a instituição lida muito bom com isso. “Muitas das limitações tecnológicas tão faladas do IE6 podem ser administradas com políticas de TI”, diz Ramalho.

A empresa tem projeto de modernização e possivelmente a adoção de outro navegador. A discussão sobre a nova tecnologia já começou internamente e os trabalhos devem durar 10 meses. A mudança é encarada com todo o cuidado para não gerar custos adicionais. “Não é a mesma coisa que um usuário doméstico instalar um novo programa”, destaca Ramalho.

Essa é a diferença entre todo o movimento que pede a morte do IE6 e o cuidado que as empresas têm ao lidar com o legado de TI. Diferentemente dos usuários domésticos e entusiastas de tecnologias que podem instalar novidades e testar compatibilidades no dia a dia, no mundo corporativo, é a cautela que manda. As empresas convivem razoavelmente bem com tecnologias antigas. Mas ter os processos de negócio interrompidos por instabilidades é um inferno do qual elas nem querem ouvir falar. Isso não impede que a modernização ocorra. Só que isso envolve planejamento e comunicação com todos os envolvidos.

Quando a empresa de turismo CVC migrou do IE6 para a versão 7, em outubro de 2006, foi feita uma ampla comunicação em seu site, utilizado por agências de viagens trocarem dados com o sistema interno. “Mostramos os motivos da mudança e os benefícios”, lembra o CIO, Marcos Faria. A modernização não foi imposta, porém, foi incentivada. Mesmo assim, a empresa ainda detecta cerca de 10% de acessos de parceiras com o IE6. Sempre que isso ocorre, um novo comunicado alertando para a mudança é enviado.

Para Faria, esse será o ritual de morte do IE6. Algo lento, porém sem dores. A mudança não será súbita e deve ocorrer por exigência das maiores empresas da cadeia produtiva. “Companhias maiores e com mais condições financeiras de fazer a modernização vão incentivar as demais a seguirem”, explica. Esse deve ser o fim do IE6. Em vez de um fuzilamento, uma morte natural, por velhice.

Leia mais

Esta é a terceira de uma série de reportagens que o IT Web publica sobre o futuro do Internet Explorer 6. Confira o especial completo. 

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Editorial IT Forum 365
17 anos ago

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