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ESG em empresas pode ser lucrativo em 2 a 3 anos, indica pesquisa

Uma grande maioria das empresas (90%) com receita anual de US$ 500 milhões vê retornos financeiros positivos nas iniciativas de ESG implementadas por suas companhias. Segundo o estudo “ESG Radar 2023” feito pela Infosys com 2.565 executivos, o retorno desses investimentos, para 41% dos entrevistados, pode ser observado em dois a três anos. Menos de um terço diz que demorou mais para equilibrar investimentos em ESG.

O estudo também revelou que os esforços em ESG estão pulverizados pelas organizações, não se limitando a ações internas. As empresas buscam ajuda de ESG em muitos lugares, como parceiros de negócios (74%), agências de informação (56%), fornecedores (50%), empresas de consultoria (44%), clientes (41%) e empresas sem fins lucrativos (26%).

No entanto, o relatório chama atenção para o fato de que as empresas ainda tendem a se concentrar mais nos benefícios da marca do que em outros resultados financeiros, o que indica que o foco ainda está maciçamente dirigido à parte “E” da sigla, ou seja, nas questões ambientais. Em contrapartida, a análise descobriu que a maior ênfase em algumas iniciativas “S” e “G” promove melhores lucros, ou seja, a responsabilidade em ESG no C-suite e contar com mais mulheres no conselho ou em posições diretivas se correlacionam com o aumento dos lucros.

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A pesquisa ouviu executivos dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha, países nórdicos, Índia e China nos setores de energia, mineração, alta tecnologia, finanças, telecomunicações, automotivo, manufatura, logística, bens de consumo e cuidados de saúde.

Retorno sobre ESG

A pesquisa contabiliza que um aumento de 10 pontos percentuais nos gastos em ESG indica um crescimento de 1 ponto percentual no lucro da empresa. Assim, uma empresa que gaste 5% de seu orçamento em ESG poderia esperar um aumento de lucro de 1 ponto percentual, se ampliasse os investimentos em ESG para 15%.

O estudo ressalta, entretanto, que a relação entre os gastos com ESG e o resultado final é complexa, com muitos fatores interconectados que podem influenciar a receita e os lucros: fidelidade do cliente, engajamento dos funcionários, custo de capital, economia de custos, reputação e redução de riscos.

“Embora a preocupação com as metas de ESG precise ser levada em conta, os maiores benefícios financeiros das organizações vêm de mudanças organizacionais no topo. Isso porque, no futuro, a sustentabilidade será a maneira de fazer negócios, e as companhias vão precisar reorientar seus modelos de negócios para que o ESG esteja completamente integrado”, aponta diretor de RH da Infosys Brasil, Wilson Albertoni Oliveira.

A análise também indica que a pauta ESG promete ainda mais retorno no futuro. Há projeções para o valor dos ativos de investimento em ESG alcançarem US$ 53 trilhões até 2025 – um terço dos ativos globais sob gestão.

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