All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Entender o cliente de forma individualizada é desafio do setor financeiro

Conhecer profundamente o consumidor e oferecer experiências personalizadas. Esses são os grandes desafios dos bancos daqui para frente, concordam executivos do setor e da indústria de TI. Durante o painel “A Indústria de TI: Inovação”, realizado no CIAB 2015, Maurício Minas, vice-presidente-executivo do Bradesco, lembrou que o cliente quer ofertas personalizadas e ser surpreendido de forma assertiva, mas a estratégia dos bancos em geral ainda está calcada em produtos. “E o foco no cliente passa por uma transformação”, refletiu.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Ricardo Brognoli, vice-presidente da HP Brasil, acredita nessa evolução. Segundo ele, o banco do futuro sairá do transacional, voltado para produtos, e migrará para o conhecimento individualizado dos clientes. Para ele, as instituições financeiras do amanhã vão além: extrapolam as agências e vão para a casa de cada um de nós, com o apoio total e irrestrito de TI, com ofertas que se baseiam em ações realizadas todos os dias.

Na visão de Ricardo Balkins, managing director da Deloitte Consulting, a experiência que será possibilita para os clientes bancários muito em breve passa por mobilidade, digital, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e profunda análise do comportamento, levando em conta requisitos de compliance. “Os clientes se acostumam com a comodidade imposta por Apple e Amazon. Eles querem a mesma facilidade de aquisição de música e livros no universo bancário e por isso a necessidade de possibilitar experiência similares”, pontou.

Concorda com Balkins, Minas. “É preciso possibilitar uma experiência que se compare com a sociedade moderna e digitalizada”, afirmou. Ele acrescentou ainda que o objetivo a ser perseguido pelas instituições financeiras deve ser a conquista da constante relevância.

Minas, no entanto, reconhece que oferecer experiências semelhantes a vivida hoje com outras empresas não é tarefa fácil. “Nosso setor é extremamente regulado e concorremos com o mundo onde não há fronteiras. Banco concorre com empresas que não têm amarras ou regulação. Mas estamos no caminho”, apontou.

Gilson Girardi, líder de software delivery do HSBC Brasil, endossou as palavras de Minas e afirmou que há um longo caminho pela frente para evoluir na estratégia digital. “Estamos longe de ter uma infraestrutura para suportar dados para chegar ao ponto de encantar o cliente. Todos têm de ser encantados, temos de achar maneiras”, refletiu.

Mas para essa transformação acontecer, na opinião de Minas, o problema é menos tecnológico e mais relacionado às competências necessárias. Para endereçar a questão o Bradesco, por exemplo, começou a desenvolver competências focadas em padrões comportamentais e experiência do cliente.

Muito além dos serviços financeiros
José Ricardo Munhoz, diretor-executivo para o mercado de serviços financeiros para a América Latina da Atos, usou dados de pesquisa recente para indicar que 50% dos jovens usuários do sistema bancário brasileiro querem mudar de banco e mais de 70% preferem ir ao dentista a ouvir o que seu banco tem a dizer.

Por outro lado, apontou que 73% desses clientes desejam ouvir uma proposta de empresas como Apple ou Amazon, mas não de seus bancos. Eles querem coisas diferentes, constatou o executivo. “E os bancos devem estar preparados para atuar como companhias que são plataformas tecnológicas e se adequar para que pareçam com uma agência digital.”

A agência digital, observou Balkins, deve ser multicanal. “Deve permitir a um cliente iniciar uma operação de crédito no celular, por exemplo, e continuar a operação em um caixa eletrônico. O digital atende a essa tendência de mobilidade e promove operações completas para que a experiência do usuário seja similar às que ele tem em outras empresas”, disse.

Toda essa transformação, diz Minas, é uma jornada incremental que acontece por meio de duas frentes. “Uma é a evolução do canal tradicional, permitindo que o contato com o banco migre, e o outro são modelos disruptivos, com mobilidade”, finalizou o executivo do Bradesco.
Next Escola Superior Dom Helder Câmara adota Fluig para engajar comunidade acadêmica »
Previous « Stefanini abre escritório no Canadá
Share
Published by
Redação
Tags: bancosCIABestratégia digital
11 anos ago

    Related Post

  • Lenovo nomeia Claudio Stopatto como general manager de ISG para a América Latina
  • Morre Rege Romeu Scarabucci, ex-integrante do CPqD e do projeto GIGA
  • Novos executivos da semana: Brasscom, Docusign, Accenture, TeamViewer e mais

Recent Posts

  • Notícias

Lenovo nomeia Claudio Stopatto como general manager de ISG para a América Latina

A Lenovo anunciou, nesta segunda-feira (15), a nomeação de Claudio Stopatto para o cargo de…

19 minutos ago
  • Notícias

Morre Rege Romeu Scarabucci, ex-integrante do CPqD e do projeto GIGA

Faleceu neste final de semana o pesquisador Rege Romeu Scarabucci. Ao longo de mais de…

3 horas ago
  • Notícias

SURA Brasil moderniza arquitetura de APIs e passa a processar 12 milhões de chamadas mensais

A Seguros SURA Brasil concluiu uma ampla modernização de sua arquitetura de integrações digitais e…

4 horas ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Brasscom, Docusign, Accenture, TeamViewer e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

5 horas ago
  • Notícias

TIVIT cresce 20% em projetos de nuvem privada na esteira da IA

A Tivit, multinacional do Grupo Almaviva, registrou crescimento de 20% em projetos de nuvem privada,…

5 horas ago
  • Notícias

Agentes de IA, governança e economia: os três pilares do futuro, segundo CEO da Rimini Street

O CEO global da Rimini Street, Seth Ravin, está otimista com a era da inteligência…

6 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L