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Energia geotérmica superquente pode ser a próxima grande aposta para sustentar a era da IA

A energia geotérmica, usada há séculos em sistemas de aquecimento, está prestes a receber um upgrade revolucionário. Uma nova fronteira, conhecida como energia geotérmica superquente, aposta em perfurações ultraprofundas para acessar rochas a temperaturas extremas liberando 5 a 10 vezes mais energia por poço.

A startup norte-americana Quaise Energy, sediada em Massachusetts, está liderando esse avanço. A empresa desenvolveu uma tecnologia baseada em um feixe eletromagnético capaz de vaporizar rocha, alcançando profundidades de até 19 quilômetros (12 milhas) sob a superfície terrestre. Nessas profundidades, a temperatura pode ultrapassar 500 °C, segundo a CNBC.

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De inovação do MIT a usina piloto em 2028

Criada a partir de pesquisas iniciadas no Massachusetts Institute of Technology (MIT) em 2007, a Quaise pretende construir a primeira usina geotérmica superquente do mundo. A unidade será instalada próxima a Bend, no estado do Oregon (EUA), com operação prevista para 2028.

“Para acessar o recurso em uma escala que realmente faça diferença, precisamos perfurar mais fundo e atingir temperaturas mais altas”, explicou Carlos Araque, CEO da Quaise, à CNBC.

Embora o custo inicial das perfurações seja mais alto, o ganho de eficiência promete compensar: “Esperamos demonstrar que é possível gerar até dez vezes mais energia ao explorar recursos superquentes”, completou Araque.

A empresa já demonstrou sua tecnologia em parceria com a petrolífera Nabors Industries, que também é investidora do projeto ao lado de grupos como Prelude Ventures, Mitsubishi e Collab Fund. Ao todo, a Quaise já captou US$ 103 milhões em investimentos.

Além de gerar mais energia limpa, a perfuração ultraprofundas poderia reaproveitar mão de obra da indústria de petróleo e gás, criando novas oportunidades no setor de energias renováveis.

O Departamento de Energia dos EUA também vê o recurso como estratégico. Em março, o secretário Chris Wright destacou que a energia geotérmica pode apoiar a expansão da IA, da manufatura e ainda reduzir custos de eletricidade.

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