Em 2021, cerca de 62,5% das empresas brasileiras devem investir entre 10 e 30% do total do seu faturamento em transformação digital. Os dados fazem parte da pesquisa da Sambatech e Samba Digital, conduzida com o apoio da unico e outros parceiros.
O mapeamento buscou entender como as empresas brasileiras lidaram com a transformação digital durante a pandemia do COVID-19. O estudo revela que 45,7% estão implementando estratégias digitais, enquanto somente 9,6% não possuem planos de digitalização. Do total, 54% das companhias estão revisando os processos ou jornadas com foco em novas receitas.
Outro ponto de destaque é o apetite das pequenas e médias, incluindo as startups, para a inovação. Das companhias com até R$ 10 milhões de faturamento, 44% estão implementando uma estratégia de transformação digital, enquanto 38,9% das organizações com faturamento acima de R$ 1 bilhão estão no mesmo estágio.
“O pequeno tem um contato com o cliente muito mais próximo”, comentou Mateus Magno, co-CEO da Sambatech e Samba Digital. O executivo prevê que investimentos no pós-pandemia serão mais pulverizados entre pequenas empresas, já que essas têm mais velocidade na tomada decisão.
Já as tecnologias que lideraram esses investimentos em transformação digital são analytics (62%), computação em nuvem (46%), arquitetura de sistemas (40%), inteligência artificial (38%) e biometria facial (8%). Para o fundador e CEO da unico, Diego Martins, a biometria facial aparece na lista ainda timidamente, devido à forte cultura de sua aplicação na segurança pública.
“Quando a biometria é apresentada para o uso privado, com o exclusivo propósito de inibir fraudes de identidade e simplificar processos, esta é, sem dúvida, a maior aliada das organizações e dos consumidores”, comenta Martins.
A estrutura dos times de tecnologia também foi avaliada no estudo e apontada como um diferencial de empresas que investem em transformação digital. A maioria das companhias (36,2%) ainda trabalha em um modelo tradicional (infraestrutura, desenvolvimento, suporte e segurança). Contudo, 28,7% já atuam com tribos e squads; 19,1% com squads e DevOps; e 16% de maneira bimodal (time focado em projetos e time focado em sustentação).
“Separar o time por squad permite que os desenvolvedores estejam junto nas tomadas de decisões e nos negócios. Hoje todas as áreas da empresa, como RH e Marketing, estão em transformação digital, não apenas a área de tecnologia. É dessa maneira que iniciamos uma transformação”, acrescenta o CEO Caetano, fundador da Sambatech e Samba Digital.
O mapeamento também analisou a importância de times técnicos estarem cada vez mais conectados ao negócio. Assim, os principais questionamentos feitos pelas empresas durante a pandemia antes de investir e inovar foram: como as pessoas estão; como a organização está; se a operação está adequada ao cenário interno e externo; e o que a tecnologia significa para ela.
O levantamento entrevistou 100 empresas, sendo 10% com faturamento de R$ 1 bilhão, e teve participação do MIT Technology Review, AWS, Cionet, DigitalHouse, Take Blip Trybe.
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